//14 – CHAMONIX E DIJON – FRANÇA

14 – CHAMONIX E DIJON – FRANÇA

Blusas, boné e gorros na bagagem e lá fomos nós conhecer os Alpes Franco/Suiços, na charmosa cidade de Chamonix, um encanto com suas ruas estreitas, lagos gelados, toda arborizada e um rio de águas cinza esverdeada que cruza a cidade, aos pés das montanhas.
Querendo voar, as duas pularam deste muro e a Ade caiu sentada, quase estragou o passeio. Só não reclamou por que a beleza do lugar ameniza até dores pequenas.

A moça no guichê do teleférico nos informou que a neve estava muito forte lá em cima e que não daria para ver quase nada. Ingresso caro, pouca visão, dúvidas se subir ou não. 

Como nós queríamos mesmo era brincar na neve, lá fomos nós e mais dois brasileiros que conhecemos na estação, que também estavam indecisos.

Entramos em um teleférico e subimos montanha acima em busca de uma nova aventura, conhecer a neve. 

 

Subimos até 3.842 metros de altitude, curtindo a bela visão da cidade que desaparecia com as nuvens, enquanto o teleférico subia. 

No trajeto várias montanhas e abismos nos impressionavam, tudo coberto com o branco da neve que exigia o uso de óculos de sol para amenizar um pouco o brilho.


No topo da montanha, frio de -7 graus, amenizados pela nossa alegria de estar na neve. 


Paula já viveu numa estação de esqui e aqui, só saia para tirar fotos. Eu , Ade e dois novos amigos, ainda não conhecíamos a neve caindo com tanta intensidade e nos divertimos muito. Em verdade, rimos até sozinhos.

Esta é uma plataforma de vidro, que fica sobre um abismo, onde os visitantes pousam para fotos. Dá medo, é muito alto.

Em um momento o sol quase apareceu, aumentando ainda mais o branco extasiaste da neve. Logo as nuvens voltaram e despejaram mais neve para nos encantar. 

Que me desculpe o frio mas nos queremos mesmo é brincar na neve e foi o que fizemos. Fizemos bonequinho, guerra de neve, só que bem pouquinho por que estávamos sem luvas e os dedos rapidamente congelavam e ficavam doloridos. 

Na próxima vamos nos equipar melhor.

Deixamos a montanha gelada e voltamos felizes, curtindo a bela rodovia por entre as montanhas, agora com mais um de nossos sonhos realizados.

Arrumamos as malas e partimos para um novo destino. Passamos por montanhas com curvas sinuosas, por pequenas vilas e curtimos muito a paisagem da vida rural, ora nas estradas da Suiça, ora nas estradas da França. 

Paramos em uma pequena vila na França, provamos e compramos queijos de um sabor inigualável.

A proprietária se divertiu tentando falar o nosso português e nós tentando falar o francês regional dela. Ao final nos entendemos e ela até pousou, meio ressabiada, para um foto em frentes aos seus queijos gigantes e saborosos.

Continuamos pela estrada sinuosa, por entre belas montanhas e dezenas de vilarejos. Encontramos várias vacas malhadas, da cor do leite usado no queijo e com manchas na cor do chocolate, produtos bastante comuns nesta região.


Pela estrada afora, chegamos na bela cidade de Dijon, onde uma parada foi obrigatória. 


Pela bela cidade, sentimos o perfume agradável que encantou nosso odor e sua arquitetura antiga e detalhada, encantou nossa visão. 

Paramos em um local no centro da cidade que quase tudo se chama Darcy. Lembramos logo de minha simpática e querida irmã que mora em Maringá, que nos deu saudades.


A cidade de Dijon, destruída por um grande incêndio no ano de 1.137 e sobreviveu a duas grandes guerras, foi reconstruída e hoje guarda as lembraças em seus monumentos. Agora é uma cidade moderna, com praças encantadoras e um transporte urbano digno de ser seguido, inclusive pela nossa bela Curitiba, que possui um dos melhores transportes públicos do Brasil. 

A Ade e a Paula queriam a todo custo comprar a famosa mostarda Dijon e procuraram até que encontraram. Encantadas pelo baixo valor do produto, se fartaram com vários sabores, alguns talvez ainda não estão à venda no Brasil. 

A famosa mostarda é plantada e importada do Canadá para a França. Dijon somente domina a arte de processar o produto e colocá-lo no mercado mundial com maestria.

Na saída, a Ade e a Paula me fizeram voltar para registrar um foto delas na placa da cidade da mostarda mais famosa do planeta.

Novamente na Estrada, paramos em um parking para conhecer e usar o banheiro. Fantástico. Um banheiro publico com som ambiente, munido de papel, álcool desinfetante e algo que eu ainda não conhecia. Após o uso do banheiro, saem jatos de água e lava todo o piso, deixando-o impecável para o próximo usuário.

Vale destaque também para o tipo de vaso sanitário instalado. Este tipo de vaso proporciona a melhor posição, mais ergonômica, que mais facilita a execução de uma das necessidades básicas mais importantes do ser humano. 

Há que se treinar o agachamento.