//16 ARACAJÚ – SE

16 ARACAJÚ – SE

Seguimos pela rodovia do côco, bom asfalto e paisagens maravilhosas. Com o tema “Deixe Sergipe surpreender você”, mudamos mais uma vez de Estado.

Paramos para comer frutas e depois para almoçar já em Aracajú.

Procuram pousadas que tenham cozinha, gosto da Ade e piscina gosto meu. Achamos opções que tinham um ou outro gosto. Enfim, achamos um hotel com as duas opções. Muito bom o hotel, apartamento com quarto, sala, banheiro, cozinha, área de serviços, piscina e demais atrativos. O atendimento e a estrutura do hotel, podemos dizer que é excelente. San Manuel Praia Hotel, de frente para a Praia de Atalaia, recomendamos.

A cidade deu uma ótima impressão com ruas largas, bom asfalto e muito limpa. Depois de nos instalarmos fomos ao mercado abastecer nossa geladeira. A Ade fez um bacalhau com arroz e salada que não tem preço.

A bela cidade de Aracajú a cada pedaço nos encanta. Saímos para caminhar e conhecer a cidade por calçadas seguras, ciclovias e espaços para caminhar e fazer exercícios.

A limpeza está por todo lado. As pessoas cumprimentam e dão informações com detalhes. De moto passamos por outras ruas e o cuidado é geral. Tudo Limpo. Fomos ao shopping, notamos pessoas bonitas e quase todas magras e onde entramos para ver ou comprar fomos bem atendidos.

Existem poucos mendigos que pedem esmolas nas ruas e os poucos que vimos estavam não tanto mal vestidos.  A cidade tem o menor índice de favelas das capitais do Brasil.

Passamos por uma ponte sobre o rio com um mangue muito limpo e subimos em um mirante para avistar parte da cidade.

Chegamos ao centro onde fizemos serviços de banco.  Visitamos igrejas, passamos pelo calçadão, pela rua dos turistas e no mercado municipal, rico em artesanato, frutas, verduras, lanches, refeições, queijos e produtos típicos, sempre com bom atendimento.

A cidade é realmente muito linda só falta uma coisa, que aqui é primordial com o sol a 35 graus, que são as árvores.

A praia de Atalaia foi aterrada mas, acho que exageraram na quantidade de areia. Um trator passa penteando a enorme faixa de areia.  As águas são escuras por conta do rio Sergipe que atravessa a cidade e deságua no mar em frente.

Tem o asfalto com duas pistas de ida e duas de volta, com estacionamento dos dois lados de cada pista e espaços enormes que também servem para estacionar carros.

Atalaia é tudo o que se espera de uma praia. Tem o alinhamento predial distante, ampla avenida, barracas bonitas, banheiros limpos, diversificados restaurantes, várias  canchas de tênis, de futebol de salão, de futebol de areia, de basquete, de voleibol, todas bem cuidadas e bem iluminadas. Tem autodromo, pista de motocross, pista para carrinho de controle remoto, local para grandes eventos, além de praças, lagos, feiras de artesanatos e museus, tudo isto antes de chegar na areia. Depois de andar ainda mais uns 200 metros pela areia penteada, finalmente encontramos o mar com águas mansas e piscinas naturais.

Realmente muito bela a Atalaia com uma estrutura fantástica, como nunca vimos antes em praia alguma, com dezenas de opçoes para a pratica de esportes e lazer.

Falando em esportes, lembro de alguns atletas da família.

A nossa turma do vôlei em Camboriú, aqui poderia jogar o dia inteiro,     Nathalia. Continue com a turma do vôlei, mesmo que só depois das 17 horas, até eu voltar.

Vamos torcer para que aconteça o aterro na Praia de Balneário Camboriú o mais rápido possível, para gente jogar o dia inteiro. Aqui no nordeste já vimos várias praias aterradas.

Aqui você vai gostar Dudu. Tem jogo de bola para todo lado, de dia e de noite. Dizem que quem treina aqui vai jogar direto no melhor time do Brasil que é o Palmeiras, quer dizer, agora não, mais vai voltar a ser.

Tem praças enormes e gigante locais para eventos, inclusive para os atletas do kart, como essas feras aí: Yves, Jurandir e Johnny. A pista aqui é fresquinha, de frente pro mar.

 


Ao longe no mar é possível avistar várias plataformas da Petrobras. Talvez venha daí também a riqueza do Sergipe.

 

Ao norte, a Praia dos Coqueiros fica depois do rio e de lá se tem uma bela vista de Aracajú, com um pôr do sol fantástico. Para chegar lá passamos por uma enorme ponte estaiada e caminhos muito bem cuidados e gente saudável.

Levei a moto para revisão mas não tinham o filtro de ar e as lonas do freio traseiro.  Quando fui pagar, um susto. A pastilhas do freio dianteiro custou 548 reais. Nunca vi um preço tão alto. Fui até a Honda em frente perguntei quanto era a pastilha mais cara e o vendedor informou que era 170 reais. Voltei na Suzuki e mandei tirar as pastilhas e recolocar as que estavam, com um pouco mais de meia vida. Em outra cidade percebi que deixaram de colocar dois dos três parafusos da tampa do filtro de ar. Que pena. Achei uma coisa ruim da cidade por conta da concessionária Suzuki.

Tentei encontrar pastilhas de freio e outras lojas. Em uma loja o cara falou “eu não tenho, mas vá lá no Vitinho que pode ser que ele tenha. Cuidado que ele vai querer vender de qualquer jeito e se ele não tiver vai adaptar. Agradeci e fui até o Vitinho. Cheguei numa auto peças grande e quem estava lá na frente e já veio me recepcionar?  O Vitinho. Já mandou colocar a moto na sombra, falando que iria resolver o meu caso. Não tinha pastilhas e ele então pediu para desmontar o freio que iria fazer uma adaptaçao, tal qual seu concorrente informou. Agradeci o atendimento simpático e fui embora sem permitir a adaptação no freio, imagine?.

Aracajú homenageia os personagens de sua história, da história do Sergipe e do Brasil com estátuas de bronze e museus espalhadas por diversas praças. Pessoas importante são lembradas por aqui.

Isto mesmo, pessoas importantes são homenageadas por aqui.


Banho e exercícios na piscina, almoço, descanso e uma volta pela orla visitar os amplos espaços reservados para o artesanato. Bonitos, fabricados por artesãos regionais, bom preço.

Fiquei um bom tempo conversando com um autor de cordéis, admirado que ele falava comigo tudo em verso. Senhorzinho de 70 anos, sem escola, fala errado, mas sabe tudo de rimas e de contar histórias. Comprei livros de cordel e me diverti muito com suas histórias. Em 1969 ele foi premiado com uma de duas histórias e até hoje conta com orgulho a homenagem que recebeu.

A noite fomos comer caranguejo e não acertamos muito. Apesar do garçom nos ensinar como comer o prato típico que todo mundo gosta por aqui, não gostamos talvez por não sabermos as manhas de como comê-los.

Fomos em um bar muito agitado que, dizem eles, tem a melhor pista de forró do nordeste, com uma decoração típica do sertão.

Aqui termina mais um mês. Já estamos a 93 dias em viagem e alguns detalhes e os investimentos ficaram assim:

AGO
SET
OUT
TOTAL
TRANSPORTE
7%
6%
6%
6%
EXTRA
9%
13%
19%
13%
ALIMENTAÇÃO
31%
30%
25%
29%
PERNOITE
53%
51%
51%
52%
km A PÉ
183
162
225
570
HORAS DE PILOTAGEM
45
30
37
112
  • TRANSPORTE (gasolina, pedágio, balsa)
  • EXTRA (correio, presente, farmácia, gorjeta, taxi, loteria, escuna, barco, jipe, ingresso)
  • ALIMENTAÇÃO (restaurante, lanchonete, bebida, mercado)
  • PERNOITE (hotel, pousada, resort, taxa de turísmo)
  • km A PÉ (rua, praia, montanha, pedras beira mar)
  • HORAS DE PILOTAGEM (quantidade de horas aproximadas pilotando a motocicleta)

Interessante sobre os números é que mais da metade do investimento, foi para dormir (?).

Hora de partir desta cidade, tão bela como a nossa Curitiba. Aracajú é uma cidade para se voltar e ser visitata por quem ainda não conhece. Venha se surpreender com o Sergipe e não deixe de aportar em Aracajú.