//22 – PARIS – FRANÇA

22 – PARIS – FRANÇA


Vôo tranquilo de Edimburgo até o Schiphol, aeroporto de Amsterdam, onde pegamos um trem, mais confortável que o avião, rumo a Utrecht – Holanda, pegar nossa carrinha que ficou na casa da mãe da Rose.

No aeroporto de Amsterdam, fizemos o câmbio das moedas e vale uma dica na hora da troca. Eles não trocam moedas, portanto, gaste-as antes de sair do país.

Dia seguinte, seguimos nossa viagem, voltando para a França, felizes com os selfs orientados pela Paula. Próxima parada Paris.

 


Paramos algumas vezes nas belas estruturas à beira das estradas na França e, por volta das 17 horas, chegamos em Paris, onde o trânsito engarrafado seguia a 5 km por hora. 


Conseguimos vencer o trânsito e chegamos em nossa nova casa, com aspectos de velha, ou cuidada de forma alternativa, digamos assim.


A anfitriã nos recebeu muito bem, deixou uma garrafa de vinho de boas vindas e sua casa para a gente morar nos próximos dias. Ela é cantora, vive de forma alternativa, não tem televisão, tem livros, instrumentos musicais, figuras e peças esotéricas por toda a casa.

Já instalados, fui resolver onde deixar a carrinha. O estacionamento ficou em 30 Euros por dia. Na rua tem controle de horários e também é pago, em torno de 3 Euros a cada duas horas.  

Ade e Paula desfizeram as malas para rever o que compraram na Escócia e formaram uma bagunça, que depois organizaram tudo e o apartamento ficou ainda melhor.

Fomos ao supermercado abastecer nossa nova casa e pelas ruas íamos notando muitos homens que pareciam desocupados, observando a gente, tipo assim, mal encarado.

No supermercado encontramos uma brasileira que vive por aqui e depois das compras ficamos conversando na calçada e ela nos contou sobre o bairro. É próximo ao centro, perigoso, muitos desocupados e costumam roubar os mais desatentos, especialmente carteiras e celulares. 

Ficamos assustados com o que ela nos disse, voltamos para casa já anoitecendo, ligamos o computador para assistir o jogo do Brasil na Copa do Mundo, narrado e comentado pelos quatro amados e odiados da TV Globo. 


Dormimos até tarde, depois saímos para explorar Paris. Pegamos o metrô perto de casa e fomos parar na Estação Trocadeiro e ao sairmos, a primeira visão de uma das estruturas mais famosa do mundo. 


A Torre Eiffel é imponente, erguida com treliças de ferro e se tornou um ícone mundial. É o monumento pago mais visitado do mundo. 

 

Todos querem conhecer, fotografar e subir na Torre. Turistas de todo planeta se encontram no entorno do monumento para registrar suas fotos nos mais variados ângulos.

A Torre foi construída como o arco de entrada para a Exposição Universal, que aconteceu na cidade em 1.889. Seu nome é uma homenagem ao engenheiro, dono da empresa que a construiu, Gustave Eiffel.

Toda de ferro, possui três níveis para visitantes. Em seu interior tem lojas, elevadores, banheiros e até um restaurante. 


A Torre foi construída para ser uma estrutura temporária. Houve uma época em que alguns espertalhões, falsificando documentos da Prefeitura, anunciavam a sua demolição e venderam muitas toneladas do ferro.


O monumento foi salvo por conta de seu valor como antena de transmissão de rádio, cuja antena foi adicionada no topo da torre, completando sua altura total de 324 metros de altura.

Com a enorme fila de visitantes, desistimos de subir e continuamos nosso passeio.


Passado o primeiro impacto e emoção de avistar a Torre, conhecemos os jardins em volta do monumento e achamos uma lástima. Muito sujo, muita poeira, grama mal cuidada, cercas destruídas, poças de lama, enfim, um monumento desta envergadura, deveria ser melhor cuidado. 

Muitas pessoas ficam sentadas, fazendo lanches e brincando nos jardins próximo da bela Torre. Ficamos por algum tempo sentados na grama, brincando com as fotos e admirando a monumental.


Derrepente uma correria dos ambulantes. A polícia fez um cerco para confiscar suas mercadorias e eles rapidamente se movimentaram. Alguns ficaram para atrapalhar enquanto outros correram. Eles são muitos em torno da Torre, estavam assustados e ao mesmo tempo, pareciam acostumados e preparados com a perseguição.

Achei sacanagem. A maioria são negros que trabalham no subemprego por falta de oportunidades. Vendem barato, não são insistentes e nem chatos. A fiscalização tem que fazer sua parte mas é preciso respeitar as poucas oportunidades de ganho deles. 

Assim acontece em várias partes do mundo. O negro é discriminado e taxado de marginal por conta da cor. Ele não é marginal, ele é marginalizado e isto os pré condena a uma vida com mais dificuldades. Precisamos evoluir no convívio entre semelhantes.


Pelas ruas, agora sim bonitas e limpas, passamos por cafés com mesas nas calçadas, com todas as cadeiras voltadas para a rua, até chegarmos no museu de guerra, nominado Hotel dos Inválidos, onde está o túmulo do bandido, digo herói de guerra, saqueador, digo explorador de novos mundos, famoso também por suas esquisitices, Napoleão Bonaparte. 

Só vimos de passagem, pois, já decidimos não mais entrar em museus de guerra. É ruim ver coisas usadas para a desgraça sendo venerada em exposições. 

Paramos para almoçar e foi uma novela até decidirmos o que comer. Demoramos a nos entender mas ao final ficamos satisfeitos. Depois paramos para comprar frutas e foi muito engraçado o dono da frutaria tentando falar em português. Ele demorou um bom tempo até conseguir falar banana.

Abastecidos, fomos conhecer o Museu Rodin, com as obras mais famosas do reconhecido escultor, no centro de Paris. 

Este é o original de sua obra mais famosa e, certamente, a que mais foi reproduzida, “O Pensador”, tão bela quanto as outras que ele criou.


Apesar de ser reconhecido como grande artista ainda em vida, Rodin levou a mágoa de não ser aceito na escola de artes de Paris.

O próprio Rodin duplicava freqüentemente suas obras. Em “A Porta do Inferno”, exposta no jardim, esculpiu várias réplicas em tamanhos menores, de obras que já havia concluído.


Rodin era o melhor na arte de esculpir. Suas obras impressionistas captavam o momento da criação, destaques na expressão e o movimento do corpo. Preferencialmente, esculpia homens nus.

Rodin ganhou fama a partir da Exposição Universal, a mesma para a qual foi construída a Torre Eiffel. Ele morreu em 1.917 e até hoje é referência para os  amantes da arte de esculpir. 

O museu com suas obras, desenhos, pinturas, escritas e esculturas, fica em uma bela mansão, onde antes foi um hotel no qual Rodin habitava. Várias de suas esculturas, réplicas e originais, ficam também espalhadas pelo jardim de 3 hectares ao fundo da mansão.


Devido à grande quantidade de obras, existe um outro museu, fora do centro, onde, embaixo de outra réplica de O Pensador, estão depositados os restos mortais de Rodin e de sua esposa Rose Beuret.


Apesar do realismo das obras de Rodin, Paula não teve preocupação e se posicionar para esta foto. 


No mesmo espaço do museu, uma exposição de fotografias de Robert Mapplethorppe, fica aberta para visitação. Ele retrata em fotos os movimentos do corpo, inspirados nas poses das obras de Rodin. Rodin preferia esculpir homens nus e Mapplethorppe mulheres nuas. Os dois destacaram os movimentos expressivos do corpo em detalhes.


Na parede de uma das salas, estavam expostas uma tela de Claude Monet e outra de Vincent Van Gogh, em meio as esculturas de Rodin. Três gênios da arte em uma mesma sala, muito legal.

Caminhamos pelas belas ruas, passamos por várias pontes e uma delas vale o destaque. É a Pont Das Arts, onde apaixonados tentam selar seus relacionamentos, trancando seus cadeados nas grades. 


Quase impossível encontrar um espaço para um novo cadeado. Outras pontes e cercas vizinhas, também já estão quase todas tomadas por casais que querem se eternizar no cadeado. 

Acho melhor cuidar do dia-a-dia para perpetuar o amor, mas tudo bem, é apenas um simbolismo. Quem ganha são os vendedores de cadeados que ficam próximos da ponte.

 

Seguimos pelas belas ruas em torno do Rio Sena, observando a arquitetura, o comércio e, especialmente, as obras de arte esculpidas nas paredes dos edifícios, expostas nas praças, dentro e fora dos museus, todas dignas de elogios.


É notória a adoração dos franceses pelas esculturas. Rodin foi apenas o mais famoso, mas tantos outros existiram e existem por aqui. 

 

 

No mundo todo, amadores tentam chegar à perfeição esculpindo estátuas, mas nada se compara com a escola francesa. No Brasil, por exemplo, um curioso esculpiu em pedra sabão e foi muito elogiado por parentes e amigos, por pura consideração. 

Esta estátua foi feita com ferramentas rudimentares e sem a aplicação das técnicas consagradas. Fui eu que fiz. É minha primeira tentativa, desculpem a pretensão de postar um feito de iniciante, aspirante a amador, em meio às melhores feras da arte de esculpir. Importante é que eu consegui concluir e já tenho outra começada para terminar quando voltar. Agora com a visão que tive das feras, talvez consiga melhorias. É uma delícia esculpir, todos deveriam tentar.

Entramos no museu do Louvre e lá estão as mais belas obras de arte em pinturas, desenhos e esculturas do planeta. A arte encanta os olhos dentro e fora do museu. A arquitetura da praça compensa uma ou duas horas de observação.

 

 

Por dentro o museu é um espetáculo, apesar de tudo girar em torno das duas de suas mais famosas obras. Estão expostas centenas ou talvez milhares de obras e, placas estão por todo edifício, indicando como chegar nas duas mais famosas.

A primeira é, sem dúvidas, a obra prima de Leonardo da Vinci. A Mona Lisa (Senhora Lisa) ou La Gioconda (a sorridente) é a mais conhecida e valiosa obra de arte de todos os tempos. 

Dezenas de pessoas ficam o tempo todo admirando e fazendo fotos da mulher do sorriso que encanta.

 

Na pintura a óleo sobre madeira de álamo, de 1.503, não somente o sorriso é alvo de investigações. Existem muitas interpretações sobre seus traços complementares, aguçando místicos e especialistas em artes a darem suas versões de fatos ocultos na obra. 


Ela já ficou no quarto de Napoleão Bonaparte por imposição dele, já foi roubada por um empregado do museu e encontrada depois na Itália, um psicopata jogou ácido na tela que depois foi restaurada e um boliviano jogou uma pedra estragando parte de sua sobrancelha. Com estes fatos, trataram de protege-la contra qualquer ato de vandalismo. Depois ainda uma russa jogou uma xícara de café no quadro que se quebrou no vidro à prova de balas que agora protege a obra.

Apesar de definirem seu sorriso como tímido e sedutor, eu vejo mesmo é um sorriso maroto, de quem fez por merecer um retrato tão bem feito

A segunda obra mais famosa é Vênus de Milo, estátua esculpida em mármore, com 2,02 metros de altura, representação da deusa da beleza e do amor. A obra é atribuída a Alexandros de Antioquia, mas pairam dúvidas sobre seu criador. 

Ela foi encontrada em 1.820, em uma ilha vulcânica da Grécia chamada Milo e foi esculpida, provavelmente, no século II a.C.. A forma como perdeu os braços, tem versões contraditórias que ainda não foram esclarecidas.

 

Elogiada por artistas, intelectuais e leigos, adquiriu status de ícone popular, sendo hoje uma das estátuas mais conhecidas e reproduzidas em todo mundo. 


É muito bom parar em frente de algumas obras e ficar analisando a qualidade do artista em sua criação. Impossível analisar todas. Algumas que mais chamam a atenção, paramos e observamos os detalhes das telas. Bom também no museu é que tudo pode ser fotografado.

A maioria das pinturas são de pessoas nuas, mas há que se considerar os panos, as paisagens, os animais e os casarios que complementam as telas. Anjos, mulheres gordas e velhos ricos que podiam pagar os artistas, são os motivos da maioria das obras. 

Jesus Cristo é o mais inspirador também para os artistas. É o mais retratado pelos desde o nascimento, milagres, morte e ressurreição. 

 

 

A quantidade de estátuas também encanta. São dezenas de obras maravilhosamente esculpidas e, que bom que temos a oportunidade e o privilegio de apreciar.


Um delas, deitada em uma cama muito bem esculpida, estava um corpo que achei ser de uma bela mulher. Quando vi do outro lado percebi que era um homem. Ele era muito bonito, foi abusado sexualmente e morto por conta de sua beleza. Ele ficou eternizado nesta obra sensual, muito bem esculpida em mármore.


Muitas estátuas perderam parte do corpo e, neste caso, como ficaram com dúvidas, tem ali duas cabeças que poderiam ser desta imagem.

Vale muito a pena visitar o museu. O que também encantou foi a coleção de artefatos do Egito antigo. Papiros, múmias, amuletos, vestuários, joalheria, instrumentos musicais, jogos e armas fazem parte da coleção. Emociona passar por entre as ruínas com réplicas de monumentos eternizados.

 

Saímos do museu e seguimos a pé rumo ao Arco do Triunfo e passamos por um outro arco, do lado oposto, também uma beleza de arquitetura, com suas colunas de mármore rosa, é a porta de entrada para o Jardim das Tulheiras.

No imenso jardim que decora o Palácio das Tulheiras e o Palácio de Versalhes, estão vários museus, aliás, Paris é a cidade dos museus.

Com o sol se pondo, sentamos para descansar um pouco nas cadeiras espalhadas pelo Jardim, em meio a dezenas de estátuas. Não fosse a poeira das ruas sem calçamento, o descanso seria ainda melhor.

Passamos pela Place De La Concorde e pelo obelisco, onde se tem uma bela perspectiva da Champs-Élysées, onde visitamos algumas das belas lojas e paramos para o jantar.


Chegamos já noite no Arco do Triunfo, onde entramos na fila para fotografar. O arco é um dos símbolos da cidade e remete à arquitetura romana, que significa vitória em batalha. 

Foi construído a mando de Napoleão Bonaparte, inaugurado em 1.836, para homenagear o próprio, por conta das 128 batalhas que foi vencedor. Mas ele até que foi coerente. Mandou gravar também o nome dos 558 generais que seguiam na linha de frente durante as batalhas, enquanto o chefe coçava o umbigo. 

Hoje também presta homenagem ao soldado desconhecido, encanta turista com seus 50 metros d altura, se tornou símbolo da cidade e, de lá partem os desfiles militares.


Depois seguimos até a Torre novamente, agora para observá-la acessa e com sua luzes piscando. Outro espetáculo que tem que ser visto. De dia e de noite visitar a torre vale a pena.


Pegamos o metrô e voltamos para casa, novamente reclamando da sujeira na estação e dentro dos trens. Este metrô é diferente. Suas rodas são de pneus e não de ferro.


Ao sairmos da estação próxima de casa, nova decepção. Policiais faziam revistas em algumas pessoas. Mãos para o alto, encostados na parede e os policiais apalpando. 

Novamente o clima de desconfiança e medo e, rapidamente fomos para casa, para um belo descanso de quem muito caminhou e fartou de cultura.




Dia seguinte, a pé chegamos até Montmartre, para visitar a Basilique Du Sacré-Couer. Para chegar, subimos uma escadaria com 212 degraus até o pátio da igreja, eu contei. Para descermos até a feirinha de souvenires, foram mais 236 degraus, eu contei novamente.

Em frente a igreja uma bela visão do imenso jardim de meditação e de parte da cidade de Paris. 


A basílica é um templo da igreja católica, foi construída com mármore travertino e fica localizada no topo do monte Martre, o ponto mais alto da cidade. sua cúpula central tem 80 metros de altura. 

Foi erguida por conta de uma promessa de guerra e uma de suas relíquias é o sino com mais de 26 toneladas, um dos mais pesado do mundo.

Dentro da Basilique não é permitido fotografar nada e existem vários vigilantes espalhados entre os turistas e outros vigiando pelas câmeras. Mexeu na máquina, um já se aproxima e vem logo dando um enorme bronca, expondo as pessoas, falando alto, dizendo: Não pode fotografar, você não viu os avisos?. 

 



Na feirinha  aos pés da Basilique, vendem de tudo, muitas pessoas transitam por todos os lados. Observe na foto que aqui também a bandeira do Brasil está exposta.

Numa loja de deliciosos produtos, as obras de artes são esculpidas em chocolate. Muitos param para fotografar. O barco é de chocolate, a parede não.


Saindo da parte santa, fomos para a zona, aos pés de Montmartre, literalmente. Descemos a pé pela Boulevard De Clichy, observando as várias casas que vendem a sexualidade e o sexo, com produtos e programas variados.


Fomos até o Moulin Rouge, um cabaré tradicional, em cena desde 1.889. 
Sua fama vem por conta dos grandes espetáculos ali produzidos e pelo enorme moinho vermelho no terraço, dai o nome Moulin Rouge, casa de shows mais famosa e uma das mais antigas de Paris. 


O moinho vermelho é simbolo emblemático da cidade e, constantemente, turistas se postam em frente para fotografar a famosa casa de shows, copiada por várias casas noturnas pelo mundo todo.

Para nos redimir, pegamos o metrô e fomos parar do outro lado da cidade, visitar a Cathedrale Notre-Dame de Paris. Uma das mais famosas do mundo, pela beleza de seus vitrais e obras de arte dentro e fora da igreja e, até as próprias paredes encantam.


A fila estava enorme mas até que foi rápido. A igreja, iniciada no ano de 1.163 é dedicada a Maria, mãe de Jesus Cristo, dai o nome Notre Dame – Nossa Senhora. Ela fica em uma ilha, rodeada pelo Rio Sena e o tempo todo, cheio de turistas. A visita é encantadora.

 

É precioso ficar um tempo do lado de fora da Catedral, observando também as dezenas de gárgulas, como se estivesse saindo das paredes. 

Existem duas explicações para as gárgulas. A versão arquitetônica é que elas são desaguadouros, ou seja, colocadas nos prédios para escoar as águas pluviais, evitando que escorram pelas paredes. A versão religiosa seria para indicar que o demônio nunca dorme e exige uma vigilância continua das pessoas, mesmo nos locais sagrados.

Independentemente para que servem as gárgulas, são esculpidas com arte, quase sempre figuras grotescas que parecem demônios e, se é que importa minha opinião, eu acho que destoa a figura de monstros numa igreja. Considerando a versão arquitetônica, anjos ficariam mais bonitos,  sem querer desmerece-los com esta simples mas nobre função de preservar paredes.


Acreditem! Em frente a igreja tinha um oportunista fantasiado de corcunda de notre dame, fazendo graça no andar e pousando para fotos em troco de moedas.



Já redimidos, entramos somente para conhecer outra importante obra da cidade, que é a Sainte-Chapelle, uma pequena igreja famosa pelos seus vitrais, concluída em 1.241, para servir como capela do Palácio Real. 

Seus vitrais, emoldurados com pedras, são considerados os melhores em todo o mundo. Durante nossa visita a igreja estava em obras. Boa parte está tapado com tapumes e, as valiosas peças da vida de Jesus que ali são guardadas, estavam tão bem guardadas que nós não vimos. 

 

Para entrar foi um tanto quanto estranho. Uma revista militar detalhada, com detetores de metais, raio x e revistas manuais. Pronto, consideramos que valeria ver as relíquias e o valor do ingresso.

Pagamos 8,50 Euros por pessoas, conhecemos a misteriosa igreja pela metade. O local está sujo de poeira, restos de construção, tapumes e falta de informação. Ficamos decepcionados pelo valor da entrada, o pouco que vimos e a enorme e demorada fila para entrar.

Na saída entendemos, pelo menos o motivo da detalhada revista. A capela está hoje no patio do Palácio da Justiça. Foi injusta nossa visita, ficamos arrependidos de ter entrado.

Pegamos novamente o metrô e fomos parar na Champs-Élysées, ainda de dia para conhecer o outro lado da rua. Na rua estão as melhores marcas e os maiores preços. Tudo pelo estigma de ter comprado na Champs-Èlysées.

Ade e Paula entram em quase todas as lojas, algumas tem até fila de clientes ou curiosos. Olha a cara de preocupadas das duas, antes de me entregar os recibos do cartão. Brincadeira, elas são comedidas.

 


Mas nem tudo dá para comprar. Muitas lojas merecem a visita pela beleza de suas vitrines e produtos expostos como a Mercedes-Bens, a Red Bull, a Nescafé, a Renalt e tantas outras que embelezam a rua glamour de Paris.

Chegamos no Arco do Triunfo, muita gente na fila novamente, observamos em volta, os detalhes esculpidos em pedras, mas não subimos. Preferimos chegar a tempo de subir na Torre Eiffel para ver o anoitecer.


Na Torre, fila enorme e mais de 300 degraus para subir até o segundo nível onde pode pegar o elevador para chegar ao terceiro nível. 

A vista da cidade é belíssima já no primeiro nível. No segundo se torna ainda mais ampla e no terceiro…, não subimos por que a fila era gigante e demorada.

 

 

Fizemos um lanche sentados nos jardins da Torre, conforme planejado, e voltamos para casa no metrô lotado de uma sexta-feira a noite.

Arrumamos as malas para enfrentarmos as belas estradas da França novamente, pensando em dormir em Bordeaux.


Chegando em Bordeaux, ficamos encantados com a beleza da cidade. Paramos a carrinha, tomamos sorvete, compramos vinhos mas, como ainda estava dia, resolvemos seguir viagem até mais próximo de Madri.

Vimos cartazes sobre a festa do vinho e resolvemos que eu e Ade voltaremos para a festa, depois de embarcar Paula em Madri para o Brasil.


Estradas boas, pouco movimento, resolvemos seguirmos até o hotel que reservamos em Madri. Revesando motoristas entre nós três, chegamos em Madri por volta das três horas da manhã. Dormimos bem em um belo hotel e ficamos na cama no dia seguinte até às 11 horas manhã.