//28 FORTALEZA – CE

28 FORTALEZA – CE

 

 

 

Saímos de Canoa Quebrada com gostinho de querer ficar um pouco mais. Nos sentimos em casa, mas precisamos seguir o planejado por conta do hotel em Fortaleza, que compramos em outubro e o dia de chegada está definido. 
 
Boas estradas, com opções de lanche, abastecimento e frutas, quase tudo com preços abusivos. Assim também no hotel, de classificação 4 estrelas (quando foi construído), os preços do frigobar são bastante abusivos. Deveria ser caso de polícia. A promotoria pública poderia atuar também nestes casos claros de roubos que, mesmo sem o brado de “mãos ao alto”, podemos entender o assalto escrito no menu. Tudo bem. Usa o frigobar quem quer, só que você não tem outra opção e tem que pagar taxa de uso de pertences pessoais se quiser usar o frigobar.
 

 

Um político do interior de São Paulo que conheci no hall do hotel, nestas poltronas brancas, contava vantagens da administração municipal de sua cidade, enaltecendo seu prefeito, quando eu o interrompi e perguntei de forma abrupta: ele rouba?. O homem parou, me olhou sério, demorou um pouco e certamente respondeu que não. Depois falou sobre a saga dos sagazes empreiteiros de obras públicas, dizendo que muito ajudam na administração propondo projetos que depois, certa e acertadamente, caberá a eles a execução. Fica então mais uma necessidade nacional: Instruir nossos empreiteiros sobre gestão de boa qualidade, já que eles quem definem muita das obras. 
 
Só divergimos. Ele disse que ainda bem que estamos na democracia e que no tempo militar, não existia criatividade e o progresso era cerceado.  Eu completei dizendo que também não tínhamos tantas falcatruas, corrupções, desmandos, desrespeitos às leis e abusos no comportamento. Dai ele concordou que realmente hoje existem descasos e que os políticos não sabem administrar e são facilmente ou monetariamente influenciados, sempre para manter um cargo público que adotou como profissão. 

Precisamos de bons gestores e não de bons políticos. Que bom seria se prefeitos e governadores fossem gerentes da cidade ou do estado e ficassem no cargo tanto quanto tempo fossem eficazes, contratados e não eleitos, demitidos se incompetentes. 
 

 

Na praia central, tem shows de artistas de rua e uma feirinha de artesanatos, onde trabalham brasileiros e estrangeiros vendendo lembrancinhas, brinquedos, ingressos para show de humor e pacotes turismo. 

Chamou a atenção a quantidade de orientais vendendo bolsas e tênis falsificados de grande marcas que eles chamam de similar. Atuam na venda ambulante como se fossem autorizados. Fiscais da prefeitura observam sem intervir. O turista e o morador compram uma imitação de marca famosa e a cidade perde divisas monetárias e ainda vai ter que destinar o trato quando esses produtos falsificados virarem lixo. 
 
O valor agregado de cada produto deve ficar na região em que ele é produzido e nunca com vendedores contrabandistas. Tudo isto acontece em plena praça pública. 

Não sou contra barreiras de territórios para os humanos sobreviver mas, há que se respeitar e prover a região com impostos e lucros do valor agregado. A fiscalização e a punição para os errados deveria ser implacável, mesmo que doa ou se pratique o desrespeito humano para inibir. A prefeitura deve investir em organização, orientação e severa na fiscalização. 

 

 

Nesta piscina, fizemos hidroginástica de uma hora e depois passeio pela orla de Iracema até Mucuribe. Durante o trajeto encontramos muitos italianos, vários deles com namoradas da cidade que irradiam alegria por estarem acompanhadas. Algumas de pouca idade com turistas já idosos, passeiam de mãos dadas e bebem nas lanchonetes. Sempre tem uma amiguinha acompanhando.

Pela cidade, uma campanha aborda o crime de pedofilia, mesmo assim, a prática continua com a conivência de restaurantes, bares, taxistas, hotéis, pousadas, motéis e até das autoridades que sabem, mas só agem quando houver denúncia.

 

A noite pela orla muitas pessoas passeando sem muito se importar com a beleza das vestes dando uma aparência de desleixo na elegância. Podemos até pensar que são pessoas simples, mas a elegância não tem classe social, é estilo.
Homens equipados com máscara e sem protetores de ouvidos, passam pelas ruas borrifando veneno, dedetizando a cidade com máquinas barulhentas, deixando o cheiro do veneno no ar e os mosquitos continuam aos montes azucrinando as pessoas que ficam paradas. 

 

Nas imediações de Fortaleza, prédios residenciais construídos ao mesmo nível e à beira do mar, podem ser tomados pelas águas nas mares altas de lua cheia.

Dizem que homens políticos e ricos tomam conta do progresso e se apossam de áreas, desviam a estrada, sempre buscando privilégios próprios, tomando para sí, as partes mais lindas. 


Um dos descasos, vimos na Prainha, povoado de veraneio ao lado de um rio e à beira do mar. A prainha do rio, usada para o lazer de moradores e turistas, está quase seca por culpa de uma barragem que os ricos fizeram no condômino rio acima. A lagoa para barcos e jet ski está cheia, enquanto que a prainha para refrescar os pobres está vazia e secando cada dia mais nos periodos de pouca chuva. 

A ação ou capacidade de discernir, não é muito praticada por estas bandas. Falta destreza, perspicácia, aptidão ou capacidade de entender certas circunstâncias para distinguir o certo do errado. A falta de respeito para com próximo, pensar e agir de forma errada, contraria a fraternidade, o bom convívio e uma das mensagens de Deus para os homens: “amar ao próximo como a ti mesmo”.

 

Visitamos o museu da cachaça que conta a história dos primórdios até a industrialização do processamento da cana e todos os seus sub produtos. Do plantar, colher, extrair, aquecer, evaporar, cozinhar, destilar e reservar, surgiram algumas gostosuras como o caldo de cana, rapadura, açúcar e a famosa  cachaça.

 

 

Pela região toda existem parques temáticos que recebem turistas e moradores. O maior deles recebe centenas de pessoas diariamente e as atracões principais ficam nas águas das piscinas. Outros menores em forma de associações vem crescendo em toda a região.

 

 

Nos locais de diversão tem pedalinhos, arvorismo, passeios de bicicletas e piscinas com as mais diversas aventuras na água. Brinquedos para relaxar e brinquedos radicais fazem a alegria e diversão de crianças e de adultos, que brincam como se fossem crianças.

 

 

Todos cobram um ingresso e oferecem toda estrutura para se passar um dia com dezenas de opções disponíveis.

 

 

Paramos no centro de tapioqueiras do Ceará, com 24 lanchonetes que disputam cada cliente que adentra o estacionamento. A produção é artesanal e os empregados ganham 150 reais por semana, sem registro em carteira e sem descontos. Trabalham o tempo todo enquanto o comércio funciona. 
 
Estamos em pleno reinado do Momo e Fortaleza não incentiva grandes festas de carnaval. Poucos locais de concentração fazem a alegria dos foliões e nas ruas não se ouve muito barulho.

 

A noite fomos conhecer o carnaval da cidade promovido pela prefeitura com um público bem comportado, poucos alegres dançam o ritmo da banda que começa tocando sambas enredos e marchinhas de carnaval e acabam terminando com o forró pé de serra, um pouco adaptado pela bateria da escola de samba. 
Pela TV, notei que no carnaval pelo Brasil, ocorreram problemas com os carros alegóricos e trios elétricos, que acabam causando acidentes deixando feridos e mortos. Inconcebível um carnavalesco que constrói suas artes, sem considerar o trajeto por onde vai passar. Ocorrem acidentes que quebram os enfeites, o caminhão atropela foliões, os destaques enroscam nas árvores, tocam nos fios de eletricidade, ocorrem incêndios, enfim, me faz lembrar uma famosa analogia que deveria ser considerada pelos carnavalescos e foliões que brincam ou disputam o carnaval.

 

Conta a lenda que o foguete espacial tem relação direta com a bunda do cavalo. Eu explico: há muito tempo os caminhos eram marcados por cavalos.  Depois inventaram as rodas que sustentavam carroças, feitas considerando as medidas do cavalo que iria puxar. Surgiram os carros em dimensões tais que também aproveitassem os caminhos já definidos pelas marcas das rodas paralelas das carroças. Depois vieram viadutos e túneis dimensionados conforme os veículos a transitar. 

Concluindo: como as peças do foguete eram fabricadas em regiões diversas, tiveram que considerar o tamanho dos viadutos e túneis para fabricar o tamanho das peças, que contribuiu na determinação do tamanho do foguete. 

Que esta lenda ou bobagem, sirva para carnavalescos antes de construírem suas obras de arte para desfilar no carnaval. Lendas também ajudam a prevenir acidentes. 
Fomos passar umas horas na Praia do Futuro onde existem várias barracas muito bem estruturadas, com restaurantes, shows, piscinas, chuveiros, mesas, cadeiras e um bom atendimento nas tendas da areia.  
 
O tempo todo passam ambulantes vendendo os mais diversos produtos. E poucos minutos, colhi várias fotos. Foram muitas fotos e postei só uma parte delas.

 

 

 

Conheci dois trabalhadores portugueses que estão prestando serviços na construção de usinas termelétrica na região. Perguntei se por aqui existia carvão e um deles me disse que o Brasil fala que não, mas tem e que no começo o carvão virá de Minas Gerais para alimentar as usinas. São várias delas em construção. 

O Ceará tem um bom desenvolvimento em energias limpas. Os parques eólicos, termoelétricos e solar estão tornando o Estado a auto sustentável na geração de energia elétrica. 

No Brasil, podemos e ainda precisamos mais atenção na produção de energia. Apesar de nosso País ser rico na hidrografia, a produção da energia limpa é uma tendência nos principais países.