//29 – EL CHALTEN, OUTRO MORRO DE MÁRMORE ROSA

29 – EL CHALTEN, OUTRO MORRO DE MÁRMORE ROSA

Saímos da Ruta 40 e entramos para conhecer El Chaltén, apesar de muitos dizerem que não há muito o que se fazer por lá. Engano. El Chaltén é a cidade mais nova da Argentina e foi criada para manter a soberania dos argentinos em territórios disputados com o Chile.

A cidade foi criada em 1.985 e se tornou uma pequena vila turística, cravada entre enormes montanhas, às margens do Rio de las Vueltas, dentro do Parque Nacional los Glaciares.

As atrações da cidade são as trilhas para percorrer a pé. A maioria delas saem de dentro da cidade e não tem qualquer custo.

Nós fizemos duas trilhas. Uma pequena para ver a cascata Chorrilo del Salto, que cai da montanha e escorrega para o Rio de las Vueltas, formando uma bela paisagem entre rochas e flores silvestres. A outra foi para conhecer de perto o famoso Fitz Roy.

Existem mais de 10 trilhas a serem percorridas em El Chaltén, A principal atração do novo município, com apenas 1.200 moradores, que sequer cemitério tem, é a trilha que leva ao famoso

Cerro Fitz Roy.

Em torno da grande montanha de mármore rosa, foram surgindo atrações, especialmente frequentadas pela amantes da fauna, da flora e praticantes de esportes como trekking, cavalgada, kayaki, pesca desportiva e escaladas nas montanhas.

Equipados, lá fomos nós em mais um dia de sorte. Havia sol e o vento não estava tão forte.

Raras vezes se consegue ver o Fitz Roy exposto, sem as nuvem que ali permanecem quase que o tempo todo, como dizem os índios, uma montanha que fuma, El Charten. Por muito tempo acreditavam que ali esta um vulcão em plena atividade, não era.

A trilha é de dificuldade moderada, entre árvores secas e viçosas, com caminhos bem sinalizados e compacto, com exceção aos metros finais, com pedras soltas num caminho íngrime. O tempo todo cruzamos com outros trilheiros, a maioria jovens europeus e norte-americanos.

Cada um que cruza, tem um cumprimento. Quando está chegando ao final, além do cumprimento, se ouve palavras de incentivo.

Chegar aos pés de uma montanha aqui na Patagônia, geralmente, não é muito simples. Enquanto caminhamos vamos observando partes da montanha de mármore, com 3.175 metros, que até parece que está próxima, mas não está.

O nome da imponente montanha rosa é em homenagem ao Capitão do barco HMS Beagle, que percorreu e mapeou caminhos da Patagônia.

Com exceção aos alpinistas profissionais, ninguém consegue chegar bem ao pé da montanha rosa. Em torno do Fitz Roy, estão muitas outras montanhas normais, porém cobertas de gelo, que parecem proteger a preciosidade, formando o início das Cordilheiras dos Andes.

Voltamos por outra trilha, passando por um belo lago de onde se vê a grande montanha mágica que fuma, de um outro ângulo.

Entre as montanhas estão vários pontos de Glaciares, mas para chegar perto somente com muito fôlego. O zoom da máquina ajudou um pouco.

Deixamos a cidade mais nova da Argentina, que dizem ter pouco a se fazer, mas na verdade é um encanto que vale a pena visitar.

Sem pressa, paramos para fotografar e esperar os mini-camelos passarem correndo como se fossem gazelas, mas na verdade são guanacos.