//33 SÃO LUIS – MA

33 SÃO LUIS – MA

 

 

Chegamos e a cada quilometro urbano, a cidade ficava mais bonita. Encontramos um local para pouso bem diferente do que já havíamos ficado.

 
Uma pousada residencial que tem diversas opções de hospedagem. Muitas pessoas, família e trabalhadores moram aqui. 

Tem casas com sala cozinha e quarto, tem quartos simples, tem iglus e tem casa sobre a árvore. Escolhemos o iglu, muito bonito, com pintura personalizada e bem confortável.  

 
 
Jardins, lagos e piscinas, completam a beleza do local, destacando ainda a simpatia e o bom atendimento dos proprietários e empregados. Todos, sem exceção, fazem um viver agradável no local. 

 

Caminhamos a direita pela Praia com uma bela faixa de areia plana que, com a maré baixa, deixa piscinas deliciosas e com a maré alta destrói as calçadas e casas construídas na areia. 

 
Andar pela praia com uma lãmina de água refrescando nossos pés foi fantástico. Caminhamos alternando com corridas por 10 km.

 

 
Fomos ao mercado do peixe, local higiênico e com muitas opções de peixes e preços. É preciso discutir o preço. Eu acho muito chato ficar negociando e sempre o preço muda, até por que, tem muita concorrência.

 

 
São Luis é uma cidade bonita, ruas largas, asfalto bom e velocidade alta dos veículos. Passam muito perto da moto e isso incomoda. Tenho que ficar atento muito mais que o normal com os veículos que vem por traz e procuro seguir sempre uma recomendação de direção segura “livre-se dos perigos que venham pela traseira”. 
 
Compramos peixe, peguei a churrasqueira disponível no hotel e assamos um peixe que ficou ótimo. Sempre que vou ascender um carvão me sinto humilhado. Somente depois da terceira ou quarta vez eu consigo formar brasas e sempre tem alguém por perto que fala uma nova forma de acender. Hoje apareceu uma nova forma. Derreter um saquinho plástico sobre o carvão, queimar pedaços de papel até que o carvão vire brasa. Acho que é possível escrever um livro sobre as dezenas de formas que existem de como acender uma brasa para churrasco. Ao final, deu certo e o peixe ficou ótimo. 

 
Caminhamos pela orla  à esquerda pelo calçadão, novo, limpo, com pistas para ciclistas e para caminhada. No final da tarde muitas pessoas caminham pela orla. 

 
A avenida no Calhau é nova e a prefeitura esta retirando as casas que ali estão por mais de 20 anos sob o protesto dos moradores. 

A avenida ficou bonita e certamente irão retirar as casas feias, mesmo com o protestos. 

Mais uma vez o poder oprimindo o pobre. Se as indenizações fosse justas, certamente os moradores sairiam felizes. Ele fazem seus protestos escrevendo mensagens nas próprias casas.

Saimos para o almoço e trocar óleo da moto. Depois fomos visitar o shopping e encontramos um tumulto na frente. A polícia estava interditando a entrada por culpa de um desabamento do teto que acabara de acontecer. Muita gente, reportes, defesa civil, polícia, bombeiros e curiosos estavam no local. A noite assistimos no jornal que apesar dos estragos, ninguém saiu ferido. Por pouco estaríamos lá dentro na hora do acidente. Ufa.
Passamos em uma peixaria muito limpa e com dezenas de opções de peixes e frutos do mar, já preparados ou preparados na hora. Compramos uma porção de patinhas de caranguejos que a Ade fritou um pouco e cozinhou em água temperada para comermos com vinagrete. Muito bom comer só a patinha sem quebrar com martelinho de madeira.  
 
Fomos fazer um passeio de barco pelos braços de mar no povoado de Raposa.

 
Lojas de artesanato, venda de peixes frescos e peixes de sol. O peixe de sol, salgado fica exposto ao sol pendurados, em bancadas e até em cima do telhado das casas. Ficam secando e servem também de alimento para moscas e outros insetos. A poeira serve para dar uma cor escura nos peixes. Como diz o fabricante, tem que lavar bem antes de comer.

 

Num barco para 15 pessoas fomos passear em 4, eu, Ade, o barqueiro e um guia mirim. Passamos por mangues, bancos de areias no meio das águas, vegetação de restinga, dunas, observamos de perto caranguejos em seu habit natural e nadamos no meio do rio. 

 

 

 

 

 

Tem o caranguejo azul que serve de alimento para os homens e o laranja que serve de alimento para o Guará. 
O Guará é uma ave de cor laranja que come o caranguejo de cor laranja. O caranguejo de cor laranja come uma raiz de cor laranja. Resumindo, é por isso que o Guará é laranja. 
 
O guia mirim foi procurar uma pena de Guará para a Ade a achou. 

 
 

Enquanto andávamos por areias fofas, o barqueiro  foi até o mangue e em menos de 20 minutos trouxe um saco com 12 caranguejos enormes como oferta pra gente. Infelizmente não trouxemos o presente fresquinho, por que não tínhamos como transportar na moto e nem como fazer na pousada. 



 
A noite fomos no shopping, super lotado por que o outro ainda estava interditado. Apesar da quantidade de pessoas e veículos o shopping, bem projetado, abriga a todos sem grandes aglomerações. Lojas bonitas, corredores largos e preços convidativos. Os preços das lojas e do mercado assustam pela baixo valor de quase tudo. 
 
Enviamos uma nova caixa pelo correio, com presentes para a Paula, Bruna, Sophia e para o Hugo.
 
 
Participamos de uma festa de 15 anos da filha do dono da pousada. A festa na Beira da piscina toda enfeitada, contou com a participação de jovens, parentes e eu e Ade como hóspedes convidados. Tirei algumas fotos antes dos convidados chegarem.

 
 
Teve uma missa acompanhado de músicas e depois foi servido um jantar com um bufet completo, incluindo receitas de bacalhau que estavam perfeitas. 

 

Durante a celebração da missa, chamou a atenção a falta de respeito de alguns jovens que conversavam e manipulavam seus celulares e não obedeciam a ordem de ficar em pé quando o padre pedia e a cerimonia exigia. 

Estes mesmos jovens quando autorizado a servir o jantar, foram os primeiros na fila. A educação religiosa precisa de reforço nas regras de comportamento, independentemente da seita ou religião. Se existe um ritual  deve ser respeitado por todos os  presentes. Esta previsão de Einstein que recebi pela web, veio a calhar. 
A festa foi com muitas emoções e tirou lágrimas da aniversariante e de seus familiares.
 
Como surpresa foi exibido um filme com fotos desde o nascimento da aniversariante ao som de uma bela música sertaneja que fala de debutantes.
  
 
Após o jantar, em um local reservado, um DJ comandou o som com músicas e luzes que animaram os jovens e alguns mais antigos também. 

Agradecemos o convite e desejamos toda sorte do mundo para a aniversariante e sua família. No dia seguinte, mandamos o nosso presente de aniversário.
 

Fomos conhecer o centro histórico, patrimônio da humanidade, com ruas estreitas e casarões construídos pelos franceses, que foram expulsos, depois pelos holandeses que também foram expulsos e completados pelos portugueses que venceram as batalhas contra outros povos que por aqui também queriam fixar raízes. Poucos casarões estão bem cuidados. Placas estão espalhadas que haverão mais restaurações.

 

 



A feira de artesanato de São Luis está abandonada e poucos ainda tentam vender seus produtos. Dizem que os shoppings arrastam todas as pessoas e as visitas diminuíram muito. 

 

No mercado central, pouca diversidade de produtos e poucas pessoas comprando. Lá conhecemos a cachaça Tiquira, feita de macaxeira e cana, de cor exótica, que faz parte de uma lenda. 

Contam por aqui que quem toma esta cachaça não pode tomar banho por que pode até morrer. Dizem que basta molhar os pés que ela se potencializa e pode até causar coma alcoólico em quem bebeu e não respeitou a lenda. 

 

 

Fomos conhecer a cidade de São José do Ribamar com ruas e calçadas lotadas de gente andando, fazendo compras e muitos fazendo nada. 
 

Paramos no centro onde tem uma gruta com uma santa, numa recriação de uma aparição que ocorreu na França e cultuada por fieis da região. A igreja azul é o destaque central da cidade.

 

A cidade esta à beira do mar e uma enorme estatua de um santo vigia a cidade. 

 

Tem um trapiche enorme onde os pescadores amadores pescam com linha de mão. 

 

Passamos pelo mercado central andamos por algumas ruas e voltamos para São Luis com um trânsito intenso e engarrafamentos. 

Viemos pelos bairros, com muito cuidado por que o trânsito aqui é perigoso. Muita desatenção, entram na frente sem o menor cuidado, velocidade alta, muitos falando ao celular e o mais perigoso que são as “finas” que as motos e carros tiram. Passam muito perto e fecham em seguida como se você não estivesse trafegando também. 

Apesar dos perigos constantes não vimos nenhum acidente e poucos carros trafegam amassados. O estilo de dirigir é perigoso mais ocorrem poucos acidentes. 

 

Fomos jantar em um restaurante típico da região e provar o famoso arroz cuxá, feito com camarões secos e uma erva verde chamada de vinagreira, paçoca de carne feita no pilão, arroz baião de dois e muita carne de boa qualidade. Tudo com uma boa pimenta.

 

A tarde fomos caminhar na praia pelas lagoas que se forman com a maré baixa, brincamos com os pequenos caranguejos azuis que ficam aos montes na praia. Muitos deles servem como alimentos de um pequeno pássaro que anda rapidinho e pára rapidinho. 

Um dos pequenos agarrou no meu chinelo e no cordão da máquina fotográfica com suas garras que assustam.

 

Andamos sem pressa pela água ao escurecer e foi muito relaxante e agradável. 

O mar deposita na areia, centenas de vagens que parecem um lápis e com eles é muito bom fazer desenhos e escrever na areia. 

 

 

Optamos por atravessar de ferry boat, velho que provoca medo com o forte balanço do mar, economizando quase 300 km na viagem de São Luis até Salinópolis, no Pará.

 

Saímos da região Sul, passamos pelo Sudeste, Nordeste e agora vamos entrar na região Norte do Brasil.