//39 – BADALUCCO E DOCEACQUA – ITÁLIA

39 – BADALUCCO E DOCEACQUA – ITÁLIA

 

 

Paramos para tomar água em um restaurante e, conversando com o proprietário, descobrimos duas coisas: uma que muito fácil fazer amizades com os italianos e outra, que ele nos informou, que estava acontecendo uma festa em uma pequena cidade há 20 km de onde estávamos.

Viajamos até Badalucco, cidade medieval, onde acontecia a festa tradicional.

A festa acontece há 44 anos, alegria e comida é o que não faltam. As pessoas ficam nas janelas floridas para ver a banda passar.

A cidade centenária tem duas ou três ruas que passam carros, as demais são corredores apertados por onde só passam pedestres, com casas grudadas uma nas outras, que ainda preservam aquela impressão de cidade medieval, inclusive suas pontes, construídas há centenas de anos.

 

Paramos para comer a comida tradicional da festa, o Stoccafisso, uma delícia que vem acompanhado com vinho e pão, claro. O Stoccafisso é o bacalhau que aqui na Itália é preparado sempre de uma única maneira, diferente do Brasil e de Portugal onde existem várias receitas. Aqui é uma só, o bacalhau cozido com muito tempero, banhado com muito azeite. Realmente uma delícia.

Na hora de nos servir, os homens da barraquinha tentaram descobrir nossa origem falando que éramos franceses, alemães, ingleses, espanhóis e, quando falei que somos do Brasil, a barraquinha parou. Ele gritou pra todo mundo ouvir, outros se aproximaram e foi uma festa com todo mundo rindo falando alguma coisa, todos ao mesmo tempo, brincando e gesticulando muito. Brindamos a alegria.

Circulamos pela ruas corredores, e cada espaço um pouco mais largo, tinham barraquinhas vendendo comida, roupas, brinquedos e artesanatos.

Nos espaços maiores, como uma praça, além das barraquinha, artistas brindavam com músicas de boa qualidade e muito alegre, do rock ao swing, cantando sozinho ou em bandas.

Uma das bandas nos encantou muito. Eles alternavam poesia e músicas alegres e a todo momento interagia com o público fazendo a gente cantar e dançar conforme o ritmo deles.

Quando me viram com a máquina, fizeram poses para eu tirar fotos e depois, com Ade também uniformizada, brincaram bastante, fazendo caretas, poses sensuais, entravam na frente. Foi muito divertido. 

Depois até dançamos um pouco a alegre música italiana, ali, no meio da tarde, em plena praça.

Paramos para comprar mel, depois ervas finas e depois queijos. Em todos os lugares falamos nossa língua e quando descobriam que somos brasileiros, tudo mudava. O queijeiro ficou encantado com a nossa presença e falava toda hora “porca la miséria”.

Paramos em um rio, com poucas águas de final de verão e ficamos apreciando mais um presente da natureza. Próximo da bela ponte, ficamos observando a mãe pata ensinando seus patinhos a nadar, mostrando a eles os perigos aparentes nas águas transparentes.

Dia seguinte fomos para o outro lado, conhecer a região de Impéria, passando por San Lorenzo até chegamos em San Bartolomeo.

Paramos em alguns pontos para observar a paisagem, visitar igrejas, marinas e os calçadões a beira mar. Cada cidade tem um espaço bem estruturado a beira mar

As cidades são bem parecidas, antigas, com praias de pedras e a maioria privadas. A praia deveria ser pública mas, comparando com o nosso Balneário de Camboriú, onde você aluga um guarda sol por 8 Reais e cada cadeira por 5 Reais, sem a estrutura daqui, acaba sendo bom negócio para o banhista que, que tem seu belo espaço reservado.

Algumas praias tem até hidromassagem.

As praias no Brasil tem areias finas e areias grossas, aqui tem praias com pedras grandes e pedras pequenas.

Saímos novamente para o interior, em busca de fabricantes de azeite. Encontramos uma fábrica onde a atendente muito simpática nos ensinou o processo de fabricação e da qualidade do azeite que eles produzem. Compramos  dois azeites com sabores diferentes e ganhamos três patês fabricados por eles.

Seguimos viagem, quando Ade pediu para eu parar. Desceu e foi colher tomates do alheio. Tentei impedi-la mas o gosto de colher o fruto no pé foi maior e ela fez uma pequena feira. Como ela disse, “só peguei os que estavam na estradas”.

 

Chegamos no passado. Uma cidade que poderia ser assombrosa mas é na verdade um encanto.

A cidade de Dolceacqua é uma típica cidade medieval. A parte mais antiga é dominada pelo Castelo de Doria, construído no século XVIII. A parte nova, do outro lado do Rio Nervia, é conhecida como Borgo.

 

A cidade de Dolceacqua é a idade média preservada. Ruas estreitas, com 2 metros de largura, com lojinhas e residências construídas com pedras, que até assusta um pouco.

 

 

 

Pagamos 8 Euros para visitar o Castelo e ele está todo em reforma e nos sentimos enganados. Reclamei na bilheteria e a moça me disse que normalmente cobram 5 Euros por pessoa, como está em reforma estão cobrando somente 4 Euros. Ela não me devolveu o dinheiro. Bem que deveria.

Depois caminhamos pelo Borgo, parando para algumas fotos, até encontrarmos o doce típico da cidade, um bolinho de laranja ou coisa parecida, chamado de Michette Crocette. Gostoso.