//42 PALMAS I – TO

42 PALMAS I – TO

 

Saímos de Carolina com vontade de ficar mais.


Passamos por uma balsa e lá conhecemos 4 pessoas. Dois do Rio Grande do Sul, que estão por aqui na agricultura e agora que terminou a colheita, estão voltando para o Sul. 

 
Os outros dois são leiloeiros de gados e famosos em todo o Brasil, conforme nos disseram. Os dois tem motos potentes e caras, viajam pelo mundo todo e durante uns 15 minutos contaram todas as vantagens que possuem por que são ricos. Me convidaram para ir jantar com eles em uma fazenda a 500 km de distância. Insistiram para eu segui-los pela estrada, que lá na fazenda um deles iria cozinhar e servir alguns amigos. Agradeci mas recusei o convite. Mesmo assim me deram o endereço para visitá-los quando passar por Goiania, onde moram. Boa gente, foi uma conversa agradável.

 

Pela Estrada afora era possível avistar as montanhas do Parque Chapada das Mesas e várias chuvas que caiam na região. Na primeira chuva quando começou a pingar a estrada virou para a esquerda e conseguimos escapar. Na outra acelerei um pouco mais para passar antes que ela caisse, deu certo. Na outra diminui a velocidade por que ela ainda estava passando. Na outra quando começou a ficar um pouco mais forte a estrada nos levou pela lateral e não nos molhamos quase nada e, na última, já chegando em Palmas, passamos pelo lado vendo que ela estava se aproximando.

 

Procuramos alguns hotéis que estavam lotados e achamos um que tinha vaga e ali ficamos até por que a chuva despencou. 
 
Nos 500 km que andamos hoje conseguimos driblar algumas chuvas e torcemos para outras não nos alcançar. Como aqui é região de cerrado é possível avistar ao longe e acompanhar o trajeto da chuva. Foi divertido os dribles e a sorte que tivemos com a chuva. 

 

A cidade deu uma bela impressão na chegada. Palmas com apenas 23 anos, construída para ser a capital do novo Estado do Tocantins, separado há menos de três décadas do Estado de Goiás. 
 
Trânsito tranquilo, ruas largas, calçadas excelentes para pedestres, pouca gente, vagas apropriadas para estacionamento e uma boa divisão das ruas. 

 

A população passa de 240 mil habitantes, sendo que 70% das quadras habitadas já estão pavimentadas. O mesmo ocorrendo com saneamento básico e água tratada que chega a 98% da população. 

De um modo geral a cidade é caracterizada pelo seu planejamento, pois foi criada quase na mesma forma de Brasília, com a preservação de áreas ambientais, boas praças, hospitais e escolas.

 

Poucas opções de passeio e muito caras. Os principais pontos são cachoeiras, rios e dunas que ficam isolados, bem no meio do Brasil. 
 
Achamos um safari pela região mas a agência não deu a certeza se o passeio iria mesmo ser realizado naqueles dias. Ficamos aguardando uma resposta. A opção de alugar um carro 4×4, achamos inviável, a custo de 500 reais a diária, mais gasolina e taxa de quilometragem. 
 
Passeamos de moto pela cidade, tudo muito calmo, povo educado, todos cumprimentam e os veículos param para os pedestres. 

 

Procurando opções de passeios, perguntando para as pessoas, notamos que aqui também ocorre o mesmo problema de outras cidades. Os moradores não conhecem os pontos turísticos. Sabem que existe mas nunca foram. 

O novo prefeito é um colombiano, que fala muito bem no incentivo ao turismo e promete melhorar a situação do turismo na cidade e região. 
 
Fomos a um restaurante tomar chopp, comer franco a passarinho, especialidade da casa e a Ade pediu uma salada, que muito deixou a desejar. Ela reclamou e a gerente nem deu bola e ainda fez descaso. Eu não cheguei a presenciar o descaso se não teria criado um caso. Não é admissível ser enganado e ainda ser tratado como se fosse normal o serviço de péssima qualidade.  
 

Passamos por uma outra agência, conseguimos o telefone e falamos direto com os proprietários de uma expedição, tipo safári pelo Jalapão. Negociamos um valor, fizemos um depósito bancário e fomos comprar trajes para o passeio de cinco dias a bordo de um caminhão e morar em um acampamento.