//53 CAMPO GRANDE – MS

53 CAMPO GRANDE – MS

 

Passamos por Cuiabá e novamente o estresse motivado pelos nada inteligentes desvios por culpa de pequenas obras na rodovia dentro da cidade. 

Pela estrada afora, com um bom asfalto, nunca vi tantos caminhões. Formam filas enormes na estrada nos postos e restaurantes. Indo e vindo são centenas de caminhões que certa e inteligentemente poderiam ser substituídos por trens. 

Quando encontramos paradas para reforma do asfalto eram dezenas de caminhões na fila. Diante de tanto movimento poucos veículos pequenos trafegam pela rodovia que liga Cuiabá ao Sul do país, especialmente São Paulo. 

Fizemos a primeira parada em um restaurante no posto de combustivel, com muitos caminhões parados na hora do almoço. Pela estrada, passando pelas pequenas comunidades, os caminhões promovem a lentidão do trânsito.

 

 

Paramos mais duas vezes até chegarmos ao entardecer na cidade de Coxim, já no Mato Grosso do Sul, onde pernoitamos em um hotel de passagem, indicado por um morador do local. Como ele disse “vai pousar lá que é um hotel praticamente de cinco estrelas”. O hotel e bom e três estrelas seria o equivalente. 

 

 

 

Coxim é uma cidade onde os pescadores vem para pescar. É uma das portas que levam para dentro do pantanal.

 

 

Comemos pizza no restaurante do hotel feita em forno a lenha e muito gostosa. 

 


Dia seguinte, seguindo para Campo Grande, paramos em uma loja numa fazenda que cria avestruz e comercializa vários tipos de produtos que a ave fornece. Carne, cintos, bolsas, calçados, espanador, penas, cabos de ossos e até os ovos são vendidos para artesanato. 

Do avestruz aproveita-se quase tudo e são produtos caros. Na loja também vendem botas, bolsas e cintos com o couro do jacaré e da cobra. O avestruz tem autorização para ser sacrificado e fornecer suas partes para consumo humano. As emas que estão soltas pelas fazendas e na beira da rodovia não tem autorização do IBAMA e não pode ser sacrificada. 

 

 

 

 

 

 




 

Chegamos em Campo Grande e nos primeiros hotéis que paramos, não  havia vagas. Nos disseram que haviam poucos leitos na cidade e normalmente os hotéis são lotados.

 

 

Em um deles o recepcionista fez várias ligações até que encontrou um local pra gente se hospedar. 

 

A noite saímos a pé para conhecer um pouco a cidade e chegamos até a feirona, como chamam aqui. É uma feira com artigos do Paraguai, artesanatos da região, frutas, verduras e muitos restaurantes de comida japonesa. O ambiente é bonito e agradável e a comida é boa. Provamos uma comida típica da região, chamada Sobá, de origem japonesa.

 
Tem tanto japonês que a Ade comentou que eles vieram para pescar no Mato Grosso e acabaram ficando por aqui. 

 

 

Caminhando pela cidade notamos muita sujeira produzida no dia pelos transeuntes. Apesar de existirem lixeiras jogam tudo no chão. Todos os dias os garis fazem a limpeza e no fim de cada dia lá esta a sujeria novamente. Lembro de uma pessoa que disse um dia que joga o lixo na rua para manter o emprego do gari. Dá impressão que muitos pensam assim por aqui. 

 

Voltamos por volta da 21 horas e as ruas centrais estavam desertas provocando até uma preocupação nossa com assaltantes. Andamos mais rápido olhamos para todos os lados e evitamos os trechos mais escuros. 

 

Tudo bem, chegamos em casa sem nenhum imprevisto. Depois ficamos sabendo que aquela é realmente uma parte perigosa da cidade. 

 
A cidade cuida muito bem de seus recursos naturais e suas praças e calçadas são bem apropriados para as pessoas. 

 

 

Saímos a pé conhecer a cidade caminhamos por mais de 8km pelas ruas centrais visitando lojas e agências de turismo. Uma agência nos ofereceu dois pernoites em fazendas no município de Miranda e Aquidauana. Acabamos fazendo um pacote com as duas fazendas e um hotel em Bonito. 

 

 

No final da tarde fomos tomar café na casa de velhos conhecidos velhos. Nosso amigo, que conhecemos ativo, depois de 3 AVCs ficou completamente entregue à sorte da morte. Não faz questão alguma em reagir e definha cada vez mais. Já com 79 anos se recusa a recomeçar, fazer exercício e até usar uma bengala ele rejeita. Sua esposa, nossa amiga risonha, cuida dele como um anjo auxiliada por uma ajudante que acaba cuidando dos dois. Ela preparou um belo café conversamos um tanto e depois fomos embora para encontrarmos com outro casal amigo que conhecemos no Jalapão. 

 

Pessoas encantadoras que casados e separados voltam a se encantar e reiniciam tudo começando pelo namoro. Depois um outro casal amigo de Campo Grande ligou e também foram nos encontrar no restaurante e passamos horas agradáveis com os dois casais de amigos e a filha de um deles. 

 

 

Quando percebemos que o restaurante queria fechar saímos e ainda continuamos um bom papo na calçada em frente. 

 

Fomos para o merecido descanso e preparar as malas para conhecermos o Pantanal do Sul.