//6 – CASCAIS – PORTUGAL

6 – CASCAIS – PORTUGAL

Saímos passear com nossa carrinha pela estrada litorânea e paramos para conhecer o imponente Cassino de Estoril. Em volta do Cassino muitas mansões e hotéis de luxo hospedam jogadores que aqui chegam de várias partes da Europa para tentar a sorte.

 

Voltamos a Cascais e fomos conhecer as praias que já começam a ficar movimentadas. Por enquanto as pessoas ficam só tomando sol e brincando na areia. A água ainda está muito fria e poucos se aventuram a entrar no mar.
 
A ousadia das mulheres e a naturalidade do topless, pode impressionar a nós brasileiros, mas os frequentadores da praia passam desapercebidos.
 
Passamos por uma feira de artesanado onde a Ade comprou um lenço de pescoço e mel. O que chamou a atenção na feirinha foi uma senhora com uma banquinha vendendo canetas bic. É, aquela azul normal.
 
Fomos caminhando por uma bela rua a beira mar até chegarmos na Boca do Inferno. Uma formação rochosa, com fendas enormes, onde existe uma infraestrutura para receber os turistas que visitam os enormes buracos que o mar esculpiu na rocha ao longo dos anos.
 
  
Pela cidade vimos alguns carros enfeitados, buzinando e com pessoas acenando. Era um casamento que em Portugal carrega uma tradição. Os noivos devem sair pela cidade chamando a atenção para o enlace que está acontecendo. Até nas grutas da Boca do Inferno, eles foram pousar para fotos.
 
Na volta passamos pelo bairro de Belém para saborear mais uma vez o delicioso Pastel de Belém e tivemos uma grande dificuldade para estacionar a carrinha. No trânsito, os lisboetas são um pouco estressados e, como dizem por aqui, quando eles vão para comprar um carro a primeira pergunta é “tem buzina?”.

Por outro lado, a cidade é bem cuidada, por onde pessamos tudo é sempre muito limpo. Existe um atenção especial dos governantes em manter a cidade sempre limpa.
A população contribui separando o lixo em latões e as garrafas, como todos bebem muito por aqui, são depositadas em vasilhames específicos que depois é recolhido pela limpeza pública. De casa a todo instante ouvimos tilintar de garrafas que são jogadas pelas pessoas nos tonéis para vidros. Existem muitos pela cidade. Da nossa janela enxergamos dois deles. Veja um deles que acabou de ser esvaziado.
A noite fomos até o aeroporto nos despedir de nossas simpáticas amigas Neuci e Neuli, irmãs da já portuguesa Isa, que estavam embarcando de volta para o Brasil. 

Levamos de presente um CD para cada uma, com as fotos que tirei delas nos passeios que fizemos juntos. 
 
Fomos mais uma vez passear pelas agradáveis ruas, praças e avenidas de Lisboa.
Sem pressa, rumo aos bares da noite no Bairro Alto. Passamos pelo centro e lá havia um enorme barracão com representantes da Comissão Europeia, defendendo o Euro, que alguns políticos querem acabar, orientando sobre direitos, deveres, demonstrando a arte e oferecendo empregos para a comunidade portuguesa.
 
Em outra praça, mais manifestações culturais. Diferentes culturas participavam do Festival Internacional de Máscaras, que acontece uma vez por ano na cidade. 
Representantes de várias regiões da Europa e até um brasileiro de Maragojipe na Bahia, mostrava o seu talento, confeccionando mascaras em plena feira.
 
Ao anoitecer chegamos no Bairro Alto onde, dezenas de bares e restaurantes, oferecem noitadas aconchegantes com muitas opções de refeições, petiscos, bebidas e musicas para os amantes da noite.
 
Em suas ruas estreitas e empedradas, onde existiam muitos e ainda existem alguns órgãos de imprensa, circulam diferentes gerações de jornalistas, escritores, artistas, estudantes e turistas. 
Já escuro pela cidade iluminada, voltamos para casa acompanhados pelo brilho da lua a reluzir no céu.