//69 – VENEZA – ITÁLIA

69 – VENEZA – ITÁLIA

 

Na estação de trem em Verona, embarcamos para Veneza, a cidade sobre as águas, que quase todos querem conhecer e navegar pelo menos uma vez em seus canais cobertos pelas águas dos rios Pó e Piave, onde se misturam com o mar Adriático.

 

A única ligação de terra firme com o continente é feito pela Ponte da Liberdade, com quatro quilômetros de extensão, três pistas para veículos, duas de trem e uma para pedestres.  

 

Veneza é construída sobre estacas de madeiras fincadas. Existem milhões de estacas de madeiras nobres sustentando as edificações, fixadas em base de pedras e paredes de tijolos, resistência e flexibilidade. 

 


A região foi povoada no século 6 a.C. e, durante a Idade Média, foi uma das maiores potências marítimas de toda a Europa. 

Veneza sempre enfrentou uma batalha com a água, por conta dos fortes ventos e pelas marés do Mar Adriático. A última grande inundação ocorreu em 2008.

Quando a maré ultrapassa 1,10 metros do seu nível normal, um sistema de comportas é acionado. São 72 comportas, com o interior oco, que ficam submersas quando preenchidas com água. Para acionar o sistema, ar é inflado em seu interior para expulsar a água, fazendo com que elas subam à superfície, obstruindo a passagem das águas.

 

 

 

Sua arquitetura já envelhecida, desafia a força da natureza e ainda mantém imponente seus castelos, residências, igrejas e monumentos.

Ao todo são 118 ilhas na região. O único meio transporte são os barcos que navegam alimentando o comércio, o turismo e as necessidades comuns dos moradores. Na ilha principal, onde está a cidade de Veneza, são 177 canais e quase 400 pontes.

Veneza é cortada pelo Grande Canal e quase todos os pequenos canais, desembocam nela. 

Pelos canais, trafegam vaporettos, taxis fluviais, gôndolas, traghettos, caiaques, canoas, só não vimos ninguém nadando, talvez por que estava frio.

As estações, como os pontos de ônibus, também são flutuantes e os bilhetes são vendidos em várias lojas. Não existe fiscalização padrão. Quem quiser pode até navegar sem bilhete mas, se for pego, a multa é alta.

A praça principal da cidade é a de San Marcos, onde a Basílica e os palácios em sua volta, formam um conjunto de rara beleza da arquitetura com riqueza de detalhes.

No alto da Basílica estão as réplicas dos cavalos de bronze, que já foram roubados por Napoleão, que os colocou no Arco do Triunfo em Paris. Depois a França foi obrigada a devolver as relíquias, que hoje estão dentro da Basílica.

Veneza é a terra preferida dos recém casados em lua de mel, especialmente para navegar em uma de suas luxuosas gôndolas, que fazem um passeio de 30  minutos. Os gondoleiros são profissionais cativos, que receberam a função de seus pais. Existem quase 500 na cidade e apenas uma mulher. Ela conquistou, ou melhor, herdou ser gondoleira, a primeira mulher no ramo, mas os gondoleiros não aceitam bem a idéia.

Suas pontes é uma atração. Pequenas, grandes, decoradas, antigas, de madeira, de metal, de vidro ou concreto, fazem a alegria dos turistas que nunca saem da cidade sem uma foto delas e com elas.

Em uma das pontes, em Murano, encontramos até a Bandeira do Brasil estiada.


Veneza também é famosa pelo seu carnaval onde os mascarados invadem as calçadas, praças e rios, com máscaras de todos os tipos, que são vendidas o ano todo em dezenas de lojas especializadas. São lindas.


Andamos pelas ruas, visitando lojas, pelos becos e calçadas ao lado dos canais. Uma das lojas chamou para um clic fotográfico.


Uma das ilhas em volta de Veneza, foi reservada para ser o cemitério, outras pequenas sem habitação e outras são cidades, com toda infra-estrutura.



Depois de Veneza, outras duas ilhas são famosas na região alagada. Burano, cidade das casas coloridas e das rendas e Murano, que respira e vive do processamento do cristal, transformado em belas e valiosas peças de arte e decoração. 



A tradição de moldar cristais é milenar. Em 1291, todos os cristaleiros de Veneza foram obrigados a mudar para a ilha de Murano, devido ao grande risco da manufatura do produto, que facilmente poderia provocar incêndios nas casas, que eram à base de madeira.

 

Em Murano fomos visitar uma fábrica mas o artesão nos recebeu sem vontade de trabalhar, que fomos embora. Nas fábricas eles cobram uma taxa para quem quer ver a fabricação de peças e mesmo assim ele não se interessou, provavelmente por ser um sábado, já no final do dia, ele dispensou a grana.

Ficamos em Murano até o findar do dia e navegamos novamente rumo à estação  de trem.

As rotas das embarcações são sinalizadas por mourões de madeira, bóias e estacas iluminadas. Placas de sinalização indicam o sentido obrigatório.


Cansados mas mais apaixonados pelo romantismo da cidade, embarcamos no trem novamente, seguindo o rumo de volta para Verona, nossa morada na região do Vêneto.