//73 – TORINO – ITÁLIA

73 – TORINO – ITÁLIA

 

Partimos de Monza rumo a Torino e, passando por “quinhentão”, digo Milão, mais uma desagradável surpresa.

Paramos para abastecer, coloquei 20 Euros na máquina, apertei a bomba 4 e o combustível não saiu. Chamei o atendente e ele dizia que o combustível já havia entrado e eu dizia que não. Fiquei muito bravo com ele, que parecia dizer que eu queria enganar, até que um outro motorista esclareceu. A máquina direcionou o abastecimento para a outra bomba e o cara desonesto que estava na outra bomba, abasteceu com meu dinheiro e partiu. Safado oportunista.

Tudo bem, a paisagem do caminho nos fez esquecer, rapidinho.

Chegamos em Torino, passando por dezenas de pequenas cidades, quase todas parecidas. Pequenas, desertas e quase tudo muito velho.

Torino é a quarta maior cidade da Itália, com mais de 2 milhões de habitantes e sua principal fonte de renda vem da fábrica da Fiat.

Nossa passagem foi rápida mas deu para sentir sua pujança comercial, religiosa e cultural, com indústrias, igrejas, monumentos e museus em vários endereços.

Torino é também famosa por guardar uma das importantes relíquias religiosas do cristianismo. É o Santo Sudário, aquele lençol de linho, com a marca de um corpo, que dizem ser de Jesus.

Este pano é cercado de controvérsias e mistérios. Já pertenceu a vários povos e até particulares o mantiveram como objeto pessoal. Somente no século XIV foi parar em Torino, que o exibe ao público a cada dois anos.

Existem muitas teorias de religiosos e cientistas, com muitos desencontros de informações, até em provas cientificas. De tudo que li sobre o famoso pano, fico com a posição do Papa João Paulo II, que se negou a emitir um parecer oficial da igreja católica sobre sua autenticidade, dizendo que a resposta é uma decisão pessoal de fé.

 

Ficamos na cidade apenas algumas horas, onde havíamos planejado pernoitar, mas resolvemos seguir viagem.

Terminamos de passar pelas estradas da Itália e entramos na França, pela região dos Alpes, onde a linda paisagem mostrava mais e mais o gelo no topo das montanhas.

 

 

Mauricio Rocco, nascido em 1957, casado com Adenilde Sousa Rocco em 1983, pai e avô, emprego formal por 35 anos na área de Recursos Humanos, acredita que os sonhos levam à realização, amante do novo, da viagem, do sabor e do prazer, adora uma boa conversa, esquece fácil o passado e sua opinião não é para sempre, dedicado às habilidades manuais e sua filosofia de vida é ajudar o próximo a se tornar cada vez melhor.