/8. Passeios Compartilhados

8. Passeios Compartilhados

Na região de Porto Seguro, onde o Brasil foi descoberto segundo a lenda do Cabral, existem muitas histórias e belezas naturais.  Mesmo com a dificuldade de movimentar a casa rodante, estacionada como casa fixa, existem várias opções de locomoção com veículos públicos ou alugados e as caronas.

Compartilhar transporte com os vizinhos também é uma boa opção. Sempre que surge algum programa que nos convidam, topamos na hora. Assim foi com um casal do Piauí. Visitamos Trancoso e a famosa Praia do Espelho, de carona no carro deles.

Em Trancoso pegamos um vento muito forte. Disseram que foi o maior vento que já passou por ali. A Praça do Quadrado ficou revirada com muita poeira e artesanatos voando pelo gramado.

Logo passou, a chuva não veio e tudo voltou ao normal.

Chegamos na Praia do Espelho na hora errada, com a maré alta. Não deu para nadar nas piscinas naturais.

Outro dia fomos no Parque Aquático em Arraial D`Ajuda com outros vizinhos, um casal de Minas Gerais. Foi um dia de muito exercício e relaxamento, no bem cuidado parque aquático, cheio de atrações.

Voltamos do parque exaustos e felizes por reviver brincadeiras, como se ainda fossemos crianças.

Com o mesmo encantador casal mineiro, fomos até Belmonte, uma pequena cidade, batizada para homenagear a cidade natal do descobridor do Brasil. A lenda do Cabral deixou muito legado por aqui.

Em Belmonte pegamos um barco e seguimos por rios e riachos, cercados de mata nativa, mangues e muitos coqueiros.

Paramos para colher e comer ostras direto da fonte, nas raízes dos manguezais. Fresquinhas, colhidas e saboreadas de dentro do barco.

Levamos algumas ostras para comer onde o rio se encontra como mar e desfrutar do suave balanço das ondas.

Desembarcamos em Canavierias, pequena cidade criada em 1700, colonizada por agricultores de cana. Ganhou o nome por que ali era a fazenda dos Vieiras, a que produzia a melhor cana.

Este cidadão me pediu para tirar um retrato dele para mandar para os Estados Unidos. Eu disse que as mulheres iriam correr atras dele. Resposta imediata: “só se for de foice e facão”, abrindo um largo sorriso de quem já tomou todas até o meio dia numa quarta-feira.

Na lanchonete a beira mar, comemos caranguejos frescos, especiaria muito apreciada na região.

Ficamos até o final da tarde passeando pela cidade, esperando a maré subir para voltarmos pelas entranhas do rio que segue à beira mar.

Na ida encomendamos ostras com um morador ribeirinho e na volta pegamos meio saco da iguaria para saborear no dia seguinte, no camping, junto com mais vizinhos.

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Mauricio Rocco, nascido em 1957, casado com Adenilde Sousa Rocco em 1983, pai e avô, emprego formal por 35 anos na área de Recursos Humanos, acredita que os sonhos levam à realização, amante do novo, da viagem, do sabor e do prazer, adora uma boa conversa, esquece fácil o passado e sua opinião não é para sempre, dedicado às habilidades manuais e sua filosofia de vida é ajudar o próximo a se tornar cada vez melhor.