//…SER NÔMADE…

…SER NÔMADE…

Um nômade não tem habitação fixa, muda de lugar quando lhe for conveniente. Antigamente eram conhecidos como ciganos, coletores de impostos, caçadores ou pastores, que mudam de lugar quando os recursos necessários se esgotam.

Os hábitos e costumes antigos se modernizaram e hoje os nômades não mais esgotam os recursos. São nômades turistas que não querem levar nada, são nômades digitais que levam o trabalho ou são artistas que se vendem. O novo nômade é sustentável, dono de recursos necessários. Não levam nada além de fotos e memórias e muitos até atraem recursos para os lugares onde passam.

Três etapas importantes na vida, podem ser vividas como nômades. Alguns conseguem ainda no tempo de formação, até os 20/25 anos, outros vivem nômades no tempo para plantar, colher e poupar, até os 55/60 anos e outros somente conseguem no tempo de usufruir quando a velhice se aproxima. Não importa a idade, para ser nômade, antigamente e ainda hoje, é necessário ser dono de seu próprio tempo.

O dinheiro não é mais importante do que o tempo disponível.

O dinheiro, aquele que compra os recursos básicos para sobrevivência, pode ser conquistados ao longo dos caminhos, caso não se tenha uma poupança disponível.

Em nossas viagens, encontramos pessoas vivendo nômade de bicicleta, de motocicleta, de ônibus, de carro, de barco, de avião, de motorhome e até a pé, quase todos buscando a realização pessoal e alguns a própria sobrevivência.

Para ser nômade temporário é preciso organizar oportunidade para planejar e vivenciar o trajeto, passando por momentos difíceis, se encantando com situações inusitadas, registrando surpresas diversas em cada roteiro.

Ser nômade temporário, com recursos financeiros garantidos, com total disponibilidade de tempo é a condição desejada e derradeira na vida de quase todos aposentados.

Ser nômade é ser sustentável.

Estar aposentado é a última oportunidade para ser nômade e evitar ir para os aposentos como o nome sugere. Ser nômade aposentado é eliminar um pouco as obrigações oficiais e criar novas obrigações, fazer na vida tudo aquilo que sonhou no passado, antes que a vida se esvai.

Sempre que tiver oportunidade, olhe a felicidade escancarada nos viajantes nômades e percebam o sopro da vida fluindo no semblante de cada um.

Para encerrar este post, lembro de um seriado na TV, quando o lendário Professor Girafales, pergunta durante a aula de gramática: Na frase: “Ele está feliz”, onde está o sujeito?. Resposta imediata do Chaves: “Viajando”.

 

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