14. Voltando da Expedição Bahia


 

Saímos de Mucugê, deixando a história das nossas riquezas com diamantes ainda por acontecer, seguindo por estradas emolduradas pelas belas montanhas da Chapada Diamantina, iniciando o caminho de volta para Curitiba.

Entramos em Minas Gerais pelo caminho das pedras preciosas. Paramos em Theóphilo Otoni para comprar cachaça, queijo e descobrir o melhor lugar para comprar a pedra sabão.

Pedra Sabão

Descobrimos a cidade de Santa Rita de Ouro Preto, onde existe a maior concentração de pedra sabão em todo país. São montanhas formadas com a matéria prima especial para o artesanato e para indústria.

Ade comprou panelas e eu comprei uma caixa com pedaços da pedra, que ficou famosa nas obras de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, considerado o maior expoente da arte colonial no Brasil. 

Michelangelo, mestre na escultura, disse um dia que a obra já está dentro da pedra, cabe ao artista apenas retirar o excesso. Longe da pretensão de imitar o brasileiro Aleijadinho ou o italiano Michelangelo, quero apenas retirar o excesso de pequenos pedaços da pedra arrancada da montanha.

A arte já começou na escolha da pedra, imaginando que forma ela pode estar escondendo. Depois eu mostro o resultado, sem pressa.

Uma escala de dureza define o diamante como a pedra com a maior resistência de ser riscada por outros minerais. A pedra sabão ou pedra talco, é a que tem a menor resistência, oque facilita o trabalho do escultor.

Nada melhor do que se inspirar no mestre Aleijadinho, que usou com maestria a pedra sabão. Para conhecer um pouco de sua arte, seguimos para a cidade de Congonhas, onde estão expostas algumas de suas principais obras, no pátio do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos.

Pedras compradas, desviamos do caminho mais curto novamente, para passar pela Serra da Canastra e comprar mais dos queijos premiados, direto do produtor.

Hora de matar a saudade.

Em Olímpia, já no Estado de São Paulo, encontramos com nossos filhos Hugo e Bruna, que trouxeram os netos Sophia e João Maurício para ficar uns dias das férias escolares conosco. 

Foi diversão nas Termas dos Laranjais e depois no hotel em Fernandópolis, que tem um belo complexo de águas termais.

E assim foram 10 dias, matando saudade dos netos, com muita diversão.

Na volta para Curitiba, paramos para dormir em um posto de combustível, guardados pelo gigante Hulk, herói do João Mauricio.

Encerrando a Expedição Bahia 2019

Retornamos para Curitiba, depois de 144 dias de viagem, somando 8.963 quilômetros rodados entre Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia.

Nossos destinos na Expedição Bahia, foram guiados por indicações turísticas de beleza, aventura, curiosidade ou história. O investimento com passeios, ingressos, restaurantes, supermercados, combustíveis e diárias, ficaram na média de 200 reais/dia, em torno de 50 dólares/dia, para duas pessoas.

Ainda antes do retorno, já estamos com novas viagens planejadas. Depois eu conto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *