/35 – GRASSE E SAINT TROPEZ – FRANÇA

35 – GRASSE E SAINT TROPEZ – FRANÇA

Grasse é conhecida como a capital mundial do perfume. Além da faculdade de perfumistas, a cidade conta com três fabricas grandes e centenas de fabricantes artesanais. Pelas ruas, a cada 50, 100 metros, encontramos uma loja que vende perfumes. 

Um perfumista fica por 7 anos na faculdade e depois mais 2 anos de especialização. Existem apenas 50 perfumistas em todo mundo capaz de identificar todos os aromas. Alguns trabalham para grandes produtores de perfumes, poucos são cientistas e a maioria deles trabalham para a indústria, aperfeiçoando o cheiro dos produtos, especialmente alimentícios.
Grasse é responsável pela fabricação de 50% dos perfumes produzidos na França. No passado a matéria prima, especialmente lavanda, jasmim, rosa e flor de laranjeira, eram plantadas na região. Hoje, a grande parte da matéria prima, já em forma concentrada, chega de várias partes do mundo e são extraídas não somente de flores, mas também de raízes, castanhas, sementes, frutas, madeiras e até pedras usam para a fabricação dos perfumes, água de banho, colônias e sabonetes.

 


A história do perfume começou quanto um súdito queria presentear uma rainha com uma roupa de couro, mas os nobres não usavam por que o couro tinha um cheiro forte e ruim.

Ele então extraiu as primeiras essências às custas de muito trabalho. Usou centenas de flores para extrair poucas gotas. A intenção dele era mudar o cheiro forte do couro. 

Para extrair a essência, ele colou flores todos os dias sobre um pedaço da pele das vísceras de animal. Fez assim por meses e deixava no calor, até extrair gotas que eram aplicadas no couro. Assim melhorou o cheiro e ele conseguiu seu objetivo de presentear sua rainha, dando início a um encanto que permanece até hoje.

 

Por conta da dificuldade de extrair as gotas da essência, elas se tornaram valiosas e eram guardadas em frascos de cristal, ouro e pedras preciosas.

Acondicionados em ricos frascos, os perfumes começaram a ser vendidos e presenteados como relíquias. Ainda hoje, existem essências que chegam a custar próximo de 50 mil Euros, um pequeno frasco.

 

 

 

Viveu em Grasse, um homem que não tomava banho e não tinha cheiro. Nem de chulé, nem de sovaco, nem de mau hálito e nem de suor. Um fabricante da cidade o contratou como auxiliar e ele começou a descobrir excelentes fragrâncias. Ele fazia muitos testes, com vários produtos e animais, até que um dia foi descoberto que ele sacrificava mulheres na tentativa de extrair novas essências. Foi caçado pela cidade, fugiu como um animal e, tempos depois foi preso e condenado na cidade de Paris. Esta história virou filme de cinema.

Houve um tempo em que a austeridade religiosa proibia o uso profano do perfume, mas como muitas pessoas abandonaram o banho com medo de epidemias, as substancias aromáticas tomaram força, fazendo parte da rotina das pessoas para amenizar o cheiro que o corpo exalava. A epidemia passou, a igreja perdoou, o banho voltou e o uso de fragrâncias continuou.

 

O processo industrial foi evoluindo, passou por alambiques e hoje modernas fábricas facilitam tudo. 

Hoje as essências são extraídas por evaporação e por reação química. O processo se tornou muito mais rápido, mas ainda é preciso toneladas de flores para se conseguir um litro do extrato.

 

 

Durante nossa visita a uma das indústrias na cidade, uma guia nos contou quase tudo sobre perfumes, passou pela fábrica toda, pelo museu e depois nos levou a provar e comprar os perfumes produzidos ali. 

Depois fomos visitar o Museu internacional do Perfume, onde toda história do perfume é contada em frascos e cheiros.

 

 

O perfume é artigo de luxo, de desejo, desperta sensações e paixões, já foi tema de filmes, enobrece a concentração, tem poderes religiosos, é uma arma nas conquistas pessoais, desperta o prazer e é um artigo de uso diário de milhões de pessoas em todo mundo.
Voltamos para casa com uma mistura de cheiros espalhados pelo corpo.

Dia seguinte fomos rumo a Saint Tropez, por estradas movimentadas, pequenas  praias que, não são as mais bonitas que já vimos na França. Grandes mansões tomam a beira do mar e, nas águas, a diversão mesmo fica com os belos iates e barcos navegando.

 

Decidimos ir a Saint Tropez por que este nome estava em nossas lembranças, ainda do tempo da infância, mas não lembrávamos bem o motivo da fama. 

No caminho, conversando, lembramos que era um apelido daquelas calças que tinha a cintura alta, chegava próxima do peito e então, que ficaram conhecidas por calça Saint Tropez, que os mais engraçados chamavam de “santo peito”, ou algo parecido.

Mauricio Rocco, nascido em 1957, casado com Adenilde Sousa Rocco em 1983, pai e avô, emprego formal por 35 anos na área de Recursos Humanos, acredita que os sonhos levam à realização, amante do novo, da viagem, do sabor e do prazer, adora uma boa conversa, esquece fácil o passado e sua opinião não é para sempre, dedicado às habilidades manuais e sua filosofia de vida é ajudar o próximo a se tornar cada vez melhor.