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3 Balões na Rota dos Cânions


 

SERRA DO RIO DO RASTRO

A Serra do Rio do Rastro é um dos cartões postais do Brasil, com 1.421 metros de altitude, muitas cachoeiras e 284 curvas que, algumas de tão fechadas, dá para ver a placa de trás do veiculo, como dizem por aqui.

Todos os dias centenas de turistas chegam no mirante no topo da Serra para apreciar a beleza das montanhas e a engenharia da estrada.

Falamos com policial do posto de guarda e ele nos disse que era seguro dormir no pátio do mirante. Depois que estacionamos num lugar abrigado do vento, chegaram mais 3 motorhome para também pernoitar ali.

Logo pela manhã do dia seguinte, começou a chegar gente e o dia ainda estava clareando. Chegaram para ver o Sol nascer no horizonte das montanhas, mas neste dia as núvens ofuscaram um pouco o brilho do astro rei.

Ali no mirante estão vários animais que parecem domesticados, chegam bem perto das pessoas para ganhar alimentos e acabam roubando os mais descuidados. Eles pegam bolacha, óculos, celular e o que tiver fácil de ser subtraído. Eles pegam, levam para mata e repartem com os amigos. Se não for comida,  jogam longe.

Derrepente uma gritaria. Deixaram a janela do carro aberta e um deles surrupiou um salame e saiu em fuga arrastando a guloseima com dificuldade. Nós já fomos testemunhas de vários roubos realizados pelos meliantes que se disfarçam de “bichinho” para atacar de forma sorrateiras e subtrair os pertences dos turistas. Em alguns casos, machucam as pessoas com seus dente e garras selvagens.

É preciso tomar cuidado com os pequenos animais que ficam nos pontos turísticos.

Por outro lado, também não é certo o que os turistas fazem, dando qualquer tipo de petiscos para os animais. Dão pedaços de queijos, salame, pão, pipoca e, principalmente, salgadinhos e bolachas de pacote. Creio não ser uma alimentação saudável para os simpáticos bichinhos que recepcionam e encantam os turistas que chegam.

São donos do pedaço, roubam até das lanchonetes e não respeitam as placas de proibição.

A Serra é muito admirada e reconhecida como uma das estradas mais belas do planeta. Subir ou descer é sempre um desafio perigoso para motoristas, motociclistas ou ciclistas, especialmente no inverno quando formam camadas de gelo sobre a pista.

Quase no final da Serra, paramos para esfriar os freios. Parei por garantia, devido ao cheiro de queimado. Descidas longas sempre  representam ameaça à segurança, especialmente por conta dos freios. Com uso prolongado, o atrito entre discos e pastilhas, pode provocar um superaquecimento no sistema das rodas e reduzir a eficiência na direção, nos pneus e nos freios.

Além da manutenção do veiculo é preciso conhecimento e habilidade para descer uma serra. É prudente evitar freios acionados durante muito tempo ou para constantes freadas bruscas. Na descida é seguro manter a marcha adequada para que o veiculo não  alcance velocidades inseguras e usar o pedal de freio com parcimônia. Se preocupe em evitar o superaquecimento, adequando a forma de pilotar, pensando também em resfriar os freios.

Em viagens com motorhome também é fundamental conhecer as regras gerais da Direção Defensiva e estar atento o tempo todo com perigos específicos como: andar em estradas fora do asfalto, velocidade compatível, ventos fortes, chuvas, distâncias de segurança, altura máxima permitida, pontes, balsas, estacionamentos de shopping, supermercados e centros históricos das cidades mais antigas.

NOVA VENEZA

Ainda lá no mirante onde dormimos, duas pessoas vieram conversar conosco e nos deram duas boas dicas que vamos seguir. Uma nos disse que estava acontecendo a famosa festa da uva em Caxias do Sul e outro deu uma sugestão para gente desviar um pouco o caminho e passar na encantadora cidade de Nova Veneza. Lá fomos nós.

Era domingo e o tradicional almoço italiano é servido em vários restaurantes. Escolhemos um e fomos atendidos pelo proprietário com aparência, gestos e sotaque, típicos de um italiano que ainda preserva a cultura dos antepassados.

Eles serviram massas, saladas e um delicioso rodízio de filé.

Após o almoço fomos passear pela cidade e na praça central encontramos a réplica de uma gôndola da Veneza verdadeira. A diferença é que a daqui está flutuando numa piscina, mas tem até timoneiro e filas para uma bela foto.

Ainda para nosso deleite, encontramos na praça um monumento em homenagem aos imigrantes colonizadores italianos. Numa placa de bronze estão os nomes das famílias que por ali passaram ou que ainda vivem na região. Para nossa surpresa, lá estava escrito o nome da nossa família: Rocco, com dois ces.

No restaurante, na padaria e na casa de chocolates, fomos convidados a voltar na segunda quinzena de junho, quando acontece uma animada festa veneziana, com desfile de carros alegóricos e foliões mascarados. Eles usam as famosas máscaras de Veneza, confeccionadas na própria cidade, aos moldes das primeiras, criadas no século XII, quando os nobres se disfarçavam para participar das festas junto com os plebeus.

Quem sabe, em uma das próximas festas dos mascarados, possamos estar novamente em Nova Veneza, mais um cantinho da Itália no Brasil e um belo lugar para turistar.

PRAIA GRANDE

Novamente em busca de lugares encantados e aventuras, seguimos para a cidade de Praia Grande. Apesar do nome a cidade fica longe do mar. O turismo fica por conta dos rios que descem da montanha, das praias de pedras roliças, dos cânions com trilhas e passeios de balão infláveis gigantes, como na Capadócia.

Ficamos em um parque municipal, às margens do Rio Mampituba, que escorre numa cascata entre as pedras roliças que descem da montanha.

Viemos para conhecer os cânions, mas a chuva predominou. Ficamos mais um dia e a chuva novamente predominou. No terceiro dia o sol brilhou e foi possível apreciar os voos de balões que levantam da cidade, sobrevoam os cânions e, segundo os instrutores, sem local bem definido para pousar.

Ver um cânion de perto é sempre muito lindo e energizante como já vimos vários. Então ponderamos: percorrer 20 km por uma estrada fora do asfalto, na serra, com dia chuvoso para ficar observando um cânions por meia hora e pagar 300 reais para o transporte e ingresso no local, decidimos pelo não. Desta vez, não conhecemos os cânions do município de Praia Grande que não tem mar, mas aproveitamos muito o camping municipal que aceita motorhome, fornece água e energia elétrica, sem custo algum, 0800 como dizem os motorromeiros.

Descemos a serra pelo lado de Santa Catarina e subimos pela lado do Rio Grande do Sul, rumo a Gramado & Canela.

 

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