Expedição 2020 – Porto Rico, uma das jóias no Oeste do Paraná


 

Iniciamos 2020 terminando uma viagem que começou em 2019. Ficamos duas semanas em nossa residência fixa e novamente partimos para a primeira Expedição 2020, com nossa residência móvel. O plano é percorrer os rios, cachoeiras, lagos e lagoas pelo interior do Brasil, culminando com o inverno, no sul da Bahia, com retorno previsto para o inicio de agosto.

O desafio é entender um pouco mais sobre pesca, considerando teorias e práticas regionais.  Ainda somos pescadores aspirantes de amadores.

A primeira parada, foi na cidade de Porto Rico, noroeste do Paraná, acampados no Aqua Park Resort Hotel, às margens do Rio Paraná. O Aqua Park é um hotel de lazer, não um camping. Mesmo assim, liguei antes, ficaram em dúvidas, falei com o proprietário Odair e ele consentiu nossa hospedagem, cedendo o pátio para nosso quintal.

Nós fomos os primeiros hospedes de motorhome que o Hotel aceitou.

Fomos muito bem recebidos, desde a recepção e o tempo todo. Escolhemos um bom lugar para estacionar, com ajuda dos empregados, que auxiliaram na ligação da água e da luz.

Ficamos ali, no gramado, entre as árvores, próximo do restaurante e do maior toboágua da região.

Durante nossa estadia conversamos com empregados, hóspedes do hotel e até com a Secretária de Turismo da Cidade que, junto com o Odair, considerando nossa sugestão, ficaram muito interessados em promover o primeiro encontro de motorhome de Porto Rico.

A estrutura toda é ótima e, para promover um encontro necessitará de poucas adaptações, instalando tomadas de água, energia e esgoto, tudo que um motorromeiro precisa, além é claro, das opções de lazer, que não faltam na região.

 

O local é uma bela opção para quem gosta de piscina, rio, barco, pesca, mata, praia de água doce, trilhas, culinária à base de peixes e agora, quem sabe, uma opção a mais para o campismo.

Alem de tudo, o Odair nos levou para uma pescaria com seu barco com toda sua traia de pesca, digna de um profissional. Fomos até uma marina, entramos no barco, o trator nos rebocou até o rio e navegamos por alguns minutos até o local onde ele tem uma ceva que atrai os peixes para o anzol. Foi uma bela tarde.

Alem da beleza da natureza, o resultado da pescaria até que foi bom. Sentimos a indescritível emoção de caçar nosso alimento.

Em casa limpamos os peixes e fizemos uma saborosa “fritada”.

A região de Porto Rico vem crescendo muito no turismo, muito por conta de veranistas que compram terrenos e constroem suas casas de lazer em requintados condomínios residenciais.  Entramos em alguns deles e, pensando no futuro, deu vontade de construir aquela casa para quando estivermos velhos, digo, bem mais velhos.

Caminhando pela cidade, ouvimos o carro de som que passava anunciando a morte do Cloves Pescador, um pobre velho de 70 anos, que se enforcou no pé de manga.

Contam que Cloves Pescador era querido na cidade, principalmente pelos filhos que sempre usufruíram do dinheiro que ele ganhava com a pesca. Depois de velho já não pescava mais. Ficou doente e foi abandonado, expulso da casa pelos próprios filhos. Sem a pesca e o desprezo dos parentes e amigos, só restou a corda e o pé de manga para terminar com o sofrimento do abandono na derradeira idade. 

Seguindo nosso roteiro, a próxima parada foi em Foz do Iguaçú, uma das regiões da América do Sul mais visitadas por turistas de todo mundo.

 

 

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