//11 – SALAMANCA E ÁVILA – ESPANHA

11 – SALAMANCA E ÁVILA – ESPANHA

Saimos cedo com nossa carrinha rumo a Salamanca, conhecida como “La Dorada”. O título se deve ao fato de o arenito utilizado na maioria das construções apresentar uma coloração levemente dourada clara, com tom pastel. 

A cidade bem preservada, foi admitida pela UNESCO como patrimônio histórico da humanidade.

 


Subimos na torre da Universidade de Salamanca, fundada em 1.218, a segunda universidade mais antiga da Europa, de onde se tem uma ampla visão da cidade sem grandes edifícios.

 


Passamos pela Plaza Mayor de Salamanca, ponto central da cidade, onde as pessoas se encontram e se divertem nos vários restaurantes emparedados, com acesso por enormes arcos, tal qual em Madri.

Conhecemos a biblioteca pública, com centenas de pequenas conchas de vieiras fixadas nas paredes. O local é ponto de passagem dos peregrinos que seguem rumo ao sepulcro de Santiago de Compustela.

A concha é um símbolo dos peregrinos, por vários motivos. Os sulcos radiantes na concha representam os vários caminhos que levam ao sepulcro, simboliza a mão de Deus que guia os peregrinos e era útil como tigela para a comida e vasilha para tirar e beber águas das fontes. 

Hoje a concha de vieiras é somente um adorno, pois, peregrinos de todo mundo que fazem o caminho da Santiago, tem muitas outras opções de equipamentos modernos para a viagem da fé.

A Cadedral Nova de Salamanca foi construida no século XVI, unindo duas igrejas que, com ela, ficaram três igrejas no mesmo local. Para preservar as particularidade das igrejas, a construção preservou os estilos Gótico e Barroco de cada uma das igrejas anteriores.

Quem passa ao longo da rodovia que liga Lisboa a Madri, se encanta com a imponente construção no alto de uma pequena colina da cidade de Salamanca, que dizem os moradores, significa o local onde as bruxas se encontravam, não na catedral, na cidade. 

 

Antes de viajarmos, comemos Hornazos, comida típica da cidade, e descansamos um pouco ao lado de velhos, ou melhor, antigos moradores da cidade. 

Uma pose para uma foto ao lado de uma estatua de pedra e fomos correndo para o estacionamento pegar a carrinha para fugir do vento frio, que desanimava qualquer turista tropical. Logicamente, depois de já termos visitado os pontos principais da bela e dourada Salamanca.



Quentinho dentro da carrinha, ar condicionado ligado, chegamos na cidade de Ávila. O primeiro ponto para as fotos foi na correria para fugir logo do vento, agora gelado, do mirante para a cidade amuralhada.

Ainda do lado de fora paramos para fotos e mostrar o esplendor das gigantescas paredes de pedras que cercam a cidade, com 15 metros de altura e 88 torres. 


Entramos na cidade cercada pelo muro de 3 metros de largura, passando com a carrinha por uma de suas 9 portas em forma de arco. 

O antigo castelo, transformado em vila residencial e comercial, foi declarado como Patrimônio da Humanidade. Tudo é muito bem preservado.

Estacionamos a carrinha, em local de estacionamento regulamentado e pago em máquinas modernas, e saímos a pé conhecer as apertadas ruas da cidade amuralhada, com a ajuda de um mapa.


Entramos nas lojas, compramos souvenirs, visitamos a catedral e tomamos um café na Plaza Mayor, parecida com a de Salamanca que também se parece com a de Madri. Acho que todas as cidades da Espanha possuem uma Plaza Mayor.


Visitamos a catedral dentro da muralha, que esta em reforma, e a Iglesia Parroquial de San Pedro Apostol, fora da muralha, que estava aberta somente para um velório. 

Era segunda feira e a maioria do comércio e pontos turísticos estavam fechados. Quase todos trabalham no domingo, por isso o descanso é na segunda.

 


Entramos conhecer o Palácio de Los Verdugos, com exposições de pinturas, esculturas e lojas de souvenirs.


Pegamos a carrinha, mais algumas voltas pela cidade amuralhada e voltamos para Madri.