//17 – RUMO AO SUL DA ARGENTINA, ANTES QUE O FRIO AUMENTE

17 – RUMO AO SUL DA ARGENTINA, ANTES QUE O FRIO AUMENTE

Nossos planos seria seguir para o Córdova e Mendoza, mas está muito quente nestes dias. Mudamos o roteiro e partimos rumo ao sul, para chegar na Tierra Del Fuego antes que frio aumente.

Seguindo rumo ao sul, por uma estrada de primeira linha, muito bem conservada e com pedágios a preços módicos. A cada 50 ou 80 km, ás vezes até menos, policiais vigiando a estrada, vigiando nada, parados na sombra olhando celular. O Estado deve manter um enorme efetivo e faz propaganda da operação policial. Certamente os delitos são comuns na região.

Paramos para um café da tarde, como quase sempre fazemos, num lugar muito bonito, no pátio de um posto de combustível e duas coisas chamaram a atenção. Primeiro uma placa dizendo que o posto de combustível não se responsabiliza por roubos e arrombamentos do veículo no pátio (?).

Então acontecem.

Segundo um lamentável descaso com a limpeza às margens de uma rodovia tão linda numa região agrícola exemplar. A sujeira era recente, devem limpar sempre.

Como no Brasil, a Argentina precisa de melhoras na convivência, tanto na quesito segurança como no de limpeza e conservação. Por aqui também é bem comum as pichações nos muros e paredes de edifícios.

Pela Ruta 11 chegamos Rosário, a terceira cidade mais povoada da Argentina, atrás somente de Buenos Aires e Córdoba. A cidade é berço de muitos famosos, dentre os mais conhecidos internacionalmente, estão Lionel Messi e Di Maria, jogadores de futebol e Ernesto Che Guevara, médico, guerrilheiro e comunista, que nos anos 60 participou da Revolução Cubana. Apesar de assassino e desordeiro, ainda hoje o barbudo de boina é venerado em muitos países de todo planeta e quase nada aqui na Argentina.

A cidade apresenta o maior índice de desocupados no País e bateu vários recordes no índice de pobreza. Entrando na cidade, parados no sinaleiro, um homem chegou correndo e começou a dar socos no vidro do carro a nossa frente que arrancou rapidamente deixando o homem para trás.

Eu arranquei também

Passamos por algumas ruas e paramos em um enorme, bonito e bem cuidado parque. A idéia era ficar por um tempo admirando as belezas do local, mas chegou um cidadão e pediu para cuidar do carro. Eu disse a ele que só iríamos fazer umas fotos e ele me olhou com olhos afiados, raivoso e foi para trás da Caca. Ade não saiu de perto e eu fiz as fotos de longe para não dar chance ao azar. Ele não fez nada, mas a praça é bonita.

Polícia por todo lado, sirenes de ambulância e muito trânsito movimentado nos apressou a seguir viagem. Chegamos em Buenos Aires já estava anoitecendo e o movimento de veículos estava muito intenso. Apesar das largas avenidas, parece que não cabe todo mundo e todos estavam apressados.

Como já havíamos conhecido Buenos Aires numa viagem de motocicleta que fizemos pela Argentina e Uruguai, não deu vontade de ficar na cidade grande, bonita e perigosa. Rodamos pelo centro, passamos pela 9 de Julho sem parar e seguimos para dormir em La Plata. Esta foto do obelisco, no cruzamento da Avenida 9 de Julho com a Avenida Corrientes, tirei quando o sinal fechou e foi só de Buenos Aires.

 

Dia seguinte, com chuva, seguimos pela Ruta 11, que percorre os balneários e paramos na cidade de San Clemente de Tuyú, para visitar um complexo de águas termais.

Para entrar pagamos 866,00 pesos e descobrimos que o mais bonito era o estacionamento e o portal de entrada. No local tem poucas calçadas e as pessoas passam pela areia e entram nas piscinas. Ninguém toma banho para entrar. As  águas não eram quentes e nós saímos sem se molhar, mas com os pés sujos.

Apesar de pouco cuidado, o local oferece várias opções para diversão dos argentinos. Tem piscina coberta, piscina com ondas, brinquedos nas piscinas, sala de massagens, restaurantes, lanchonetes, lojas e até um farol que tem que pagar mais 100 pesos para subir.

Por lá transitava fazendo uma reportagem, um homem mulher muito feio, mais deve ser muito famoso e querido na região. Uma equipe de 10 pessoas da televisão faziam as tomadas e muita gente pedindo para fotografar com o feião.

Não gostamos do balneário de águas termais que são frias e, na saída, parei para fazer esta foto por conta de uma palavra escrita na placa que lembrou nosso sentimento após a visita.

Rodamos mais um pouco e paramos em mais um balneário, com muita gente na praia e os estacionamentos nas ruas lotados.  Parei num lugar proibido somente para sacar estas fotos.

Mais da metade da areia é reservado para os mais abastados, que alugam espaço num condomínio de cabanas.

Paramos em mais dois ou três balneários, com boa infraestrutura, bem cuidados e todos com muita gente aproveitando o verão.

Ficamos pensando e já ouvimos de alguns argentinos, que a vontade deles é conhecer o Brasil e muitos vão, no entanto, poucos disseram conhecer os belos balneários da Argentina. Lembrou o dito popular no Brasil…

Santo de casa não faz milagres

Los hermanos tem sim ótimas opções de laser no litoral, a diferença das praias daqui para as do Brasil é o forte vento e as águas frias.

Seguimos para Mar del Plata, a cidade feliz, o balneário mais famoso da Argentina, mas esta nova saga eu conto no próximo post.