//49 GOIANIA – GO

49 GOIANIA – GO

Saímos da terra das águas quentes nas piscinas fabricadas para anseio dos turistas mas, não são muito agradáveis. Águas quentes provocam um desgaste físico, altera a pressão do corpo, relaxa a musculatura e descortina uma leve preguiça. As pessoas ficam paradas, só se esquentando, ninguém nada, ficam morgados. A higiene também não é das melhores. Não se exige exames médicos, quase não se vê pessoas usando o chuveiro, fios de cabelo grudam na gente, apesar da água transparente com uma bela aparência de limpeza. 
 
Importante em piscinas publicas tomar um banho antes de entrar e principalmente depois que sair da piscina. 

 

Chegando em Goiânia, descobrimos que os hotéis cobram uma taxa de 15% do valor da despesa, por conta de impostos. Cobrar impostos do cliente às claras não é uma boa prática. Não gostamos de hotéis que extorquem hóspedes com frigobar, restaurantes e agora também com os impostos. Cobrar 5% já vimos, mas 15% é muito. Escolhemos um que não cobra a taxa. 

O dia bonito e o bom asfalto, facilitaram a busca de hotéis.

 

A noite saímos para jantar. Perguntei para um senhor, onde tinha um restaurante naquela região. Ele começou a indicar um, muito distante e complicado de entender, até que um outro senhor que ouvia a conversa, interviu e indicou um belo local a menos de uma quadra de onde estávamos. Ele surgiu do nada e muito ajudou na nossa necessidade naquele momento. 
 
Eu disse complicado por que as ruas e avenidas são conhecidas por números. Ao falar um endereço o morador vai falando, por exemplo, “você vai pela 83, na 105 você dobra a direita, depois você vira na 4 porque a 23 é contramão e dai quando tiver próximo da 49 é por ali”. Mas eles se entendem fácil. Falam com naturalidade. 
 
O ambiente, o chopp e a comida no restaurante estava uma delícia. 

 

Saímos passear de moto pela cidade. As ruas, calçadas, praças e opções de comércio, são muito boas nesta cidade. Povo de classe média alta, não tem mendigos pelas ruas, carros fabricados recentemente e amassados. 

Vimos muitos carros que já sofreram pequenas batidas no trânsito. Realmente o trânsito daqui é perigoso, mas por culpa dos condutores e não das vias. Velocidade alta dentro da cidade, passam com sinal vermelho, andam na contramão, na estrada ultrapassam pelo acostamento e os motociclistas ultrapassam por todos os lados, em pequenos espaços. Aqueles velhos e conhecidos conceitos de direção segura, deveriam ser espalhados para os moradores. 
 
Passamos por várias lojas de motos, onde os motociclistas se reúnem aos sábados pela manhã. Fizemos amigos e falamos sobre motos e passeios de moto.

 

Andando sem rumo, passamos por um desfile com centenas de cavalos com cavaleiros e amazonas, promovendo a Feira Agropecuária na cidade. Eram charretes, cavalos, pôneis, mulas, jumentos e até boi montado tinha. 

 

Fomos conhecer a Feira Agropecuária e nos sentimos enganados. Compramos o ingresso a 30 reais por pessoa, pagamos 10 reais de estacionamento e quando entramos descobrimos que a feira ainda não estava montada. A maioria das atrações estavam sendo montadas e praticamente não tinha nada para ver. 

Chateados, fomos até a administração reclamar e descobrimos que a feira iria ser inaugurada somente no dia seguinte e o valor caro do ingresso era para um show que aconteceria a noite do “Alessandro & Gustavo”, os “fiotes” de “Zé Ricardo & Thiago”. 

 

Reclamamos pela falha na informação por que entramos na feira somente para conhecer, sem assistir o show dos “fiotes” e não fomos informados na portaria que ainda não tinha feira. Não concordaram em devolver o dinheiro dos ingressos mas, pelo menos, pedimos que avisassem as pessoas naquele dia, que a feira ainda não havia começado para o público.  

A Ade ficou muito brava e deu a maior bronca em todos os já estressados recepcionistas do evento. Depois ainda queria dar bronca no chefe dos vendedores da bilheterias, que deveriam ter informado que o valor era para o show dos “fiotes”, que iria acontecer a noite. Novamente extorquidos em Goiás.

Pelo menos vimos um boi.

 

Voltamos para comer Pamonha da Vovó, no centro da cidade, com uma bela variedade de alimentos produzidos com milho. 

Pamonha doce, salgada, assada, temperada, sopa de milho, cural, bolinho de milho, sorvete de milho, tudo muito saboroso, de bom visual e um belo atendimento. A proprietária contou sua vida para a Ade e deu a receita da pamonha assada. 

 

 

Voltamos para casa para participar um pouquinho de um jantar virtual. Nós em Goiânia, enquanto a Paula, a Lorena, o Hugo, a Bruna e a Sophia, saboreavam um belo fundi em Curitiba. Ver e ouvir pelo skype nós conseguimos, o que faltou foi tocar nos nosso queridos e sentir o sabor do alimento. 

Goiânia é uma cidade muito bonita, o sistema de transporte coletivo é parecido com o de Curitiba, com estações de embarque, pista exclusiva e ônibus biarticulados

 

 

Chega de Goiás. Aqui quase fomos extorquidos pelo guia em Pirenópolis, depois no supermercado em Caldas Novas e agora na Feira Agropecuária de Goiânia. Decidimos seguir viagem para o Mato Grosso, com céu azul de brigadeiro.


Rumo a Barra do Garças, adentrando o Estado do Mato Grosso, passamos por estradas de muito boa a muito ruim. Haviam trechos que os buracos eram tantos que ao longe se via um balé de carros, motos, ônibus e caminhões, andando em zigzag, desviando das crateras no asfalto. 

Pelo menos, no Estado de  Goiás, passamos por uma placa de sinalização honesta.


A viagem foi cansativa, demorada até chegarmos na bela cidade de Barra do Garças, onde três municípios dividem a beleza do encontro das águas de dois importantes rios na região. 

 

Em Brarra do Garças, procuramos hotéis e nenhum nos encantou. Achamos uma pousada, muito bonita e a dona nos recebeu muito bem e ficamos por uma noite.  

A dona da pousada, com aquele jeito de mãe de todos, recebeu uma outra senhora que veio trazer um presente a ela, do Dia das Mães, e foi muito engraçado o que ela chegou falando para o marido da dona, já de idade sentado numa cadeira de balanço: “depoi qui o sê sarô sê miorou, né?”. Eu e ele demoramos um pouco a entender, até que ela soltou uma bela e sonora gargalhada e todos rimos descompromissadamente.

Era domingo, Dias das Mães, saímos para comer peixe, na cidade dos peixes, que estava bem movimentada por conta do feriado. 

Dia seguinte passeamos pela cidade e pegamos novamente a estrada rumo a Chapada dos Guimarães, passando por um mar de plantações em fazendas gigantes, quase sempre de propriedade dos empreendedores vindos do Sul.

A Chapada do Guimarães é a quarta chapada que estamos visitando nesta viagem. Certamente veremos belezas extraordinárias.