//66 – ROTA ROMÂNTICA – ALEMANHA

66 – ROTA ROMÂNTICA – ALEMANHA

 

 

Apesar dos apelos de marketing, os Alemães pouco conhecem a Rota Romântica, a Romantische Strabe. Não sabem sequer indicar por onde ela passa.

Ela foi criada para atrair turistas e mostrar as belezas naturais da Alemanha pós guerra. A Rota foi pensada por agentes de viagem na década de 50, de Würzburg, no centro do País, até Füssen, ao sul, na fronteira com a Áustria.

Com o passar dos anos outras cidades foram se incorporando, dividindo os caminhos, deixando complicado encontrar o caminho original. Outras pequenas cidades às margens da Rota, se esforçam para entrar no caminho dos turistas e atrair rendas.

 

 

Saímos de Würzburg, onde inicia ou termina a Rota, com destino a Tauberbischofsheim, uma pequena cidade com construções no mais puro estilo alemão, mas ninguém nas ruas.

 

 

 

 

 

Na segunda, Lauda-Königshofen, parecia que ainda era a primeira. Na terceira, na quarta, quinta… fomos perdendo a empolgação por que as cidades são todas parecidas, desertas de pessoas, igrejas com torres enormes e praticamente nada de romântico na Rota Romântica, até agora.

 

 

 

 

 

Em comum também eram as abóboras nas portas das casas. A maioria delas tem uma ou várias abóboras e alguns outros vegetais nas portas ou janelas. Ficamos curiosos para descobrir o motivo mas não encontramos ninguém para perguntar.

 

 

 

 

Uma das cidades, um pouco maior, chamou a atenção e resolvemos parar para conhecer um pouco mais a pé. Era a cidade de Rothenburg ob der Tauber, que atrai muitos turistas por conta de seu centro histórico preservado da Era Medieval, com um antigo muro que cerca o cidade, ainda praticamente intacto.

 

 

 

 

 

A arquitetura encanta os visitantes com suas fachadas coloridas e muitas torres. Assim é a Alemanha.

 

 

 

 

 

Encontramos uma feira de produtos regionais, com muita comida e bebida e belos artesanatos.

 

 

 

 

Fizemos um lanche de meio metro e seguimos nossa viagem na Rota Romântica, que até agora ainda não vimos nada de romântico, somente as igrejas que na maioria das cidades é a principal atração.

 

 

 

Saímos da cidade muralhada e seguimos a Rota, já escurecendo por conta do tempo nublado e muito frio.

 

 

 

 

Acho que eu e Ade é que não estamos muito românticos. Se a estrada é tão famosa, o problema deve estar em nós. Ade até tentou sair na foto com um coraçãozinho mas nem o coraçãozinho ficou visível.

 

 

Continuamos passando por mais cidadezinhas e se perdendo em algumas. A nossa GPS portuguesa nos mandava pelo caminho mais curto e algumas vezes saíamos da Rota e seguíamos por estradas estreitas, que quase não cabia um carro, mas com asfalto impecável. Quase todas com estacas para direcionar o veículo em dias de muita neve.

 

 

 

Passamos por belos campos e onde ainda é possível encontrar residências que remontam o tempo da guerra e não foram recuperadas.

Voltamos para a Rota. Só sabíamos quando aparecia uma placa marrom.

 

 

 

 

 

Cinco horas da tarde, já escuro, muita neblina chegamos em Augsburg, cidade grande, com 270 mil habitantes, fundada no ano 15 a.C., muito movimentada, garoa forte e quase nada para se ver. Paramos em um centro comercial, fizemos um lanche e descansamos uma noite na Rota Romântica, ainda sem sentir o romantismo da Rota.

Ficamos um tempo perdidos na cidade, meio desanimados que sequer as fotos ficaram boas.

 

 

Saímos pela manhã e quando estávamos chegando em Landesberg, se aproximando dos Alpes, começamos a ver o topo das montanhas brancas de neve. Depois passou por nós um carro com neve no capô e no teto, depois o gramado branco e finalmente a neve caindo.

Foi uma alegria ver os campos e a cidade toda branca com a neve que caia.

 

 

 

 

Passamos por várias vilas e pequenas cidades até chegarmos em Schongau, uma bela cidade cercada de montanhas.

Seguindo as placas, chegamos na Igreja Romântica  com muito frio, chuva fina e uma igreja fechada cercada por túmulos. O cemitério fica em volta da igreja, nada romântico, mas bonita construção.

 

 

 

 

Paramos um pouco e resolvemos mudar a rota. Subimos uma estrada rural rumo ao alto de uma montanha para sentir o clima no meio das montanhas nevadas.

 

 

 

 

Passamos por outras pequenas cidades, também sem muito romantismo, mas belas na organização e na arquitetura. Talvez pelo horário, quase tudo estava fechado, pouco movimento.

 

 

 

 

Já em Füssen, fomos conhecer os castelos que fazem a fama da cidade e um dos lugares mais visitados em toda a Alemanha. Conseguimos encontrar dois deles.

 

 

O Castelo de Neuschwanstein, o mais famoso, foi o último a ser construído, ainda no século XIX, inspirado nas composições de Richard Wagner, a mando de um rei que sonhava e vivia em um conto de fadas. O Neuschwanstein foi seu terceiro castelo.Sua arquitetura fantástica serviu de inspiração ao Castelo da Bela Adormecida, símbolo dos Estúdios Disney. Ele foi desenhado por um decorador de teatro e não por um arquiteto, por isso, não se parece com nenhum outro já construído até então. Depois dele vários outros foram copiados.

O Castelo recebe em média 1,3 milhões de visitantes todos os anos e, o Estado da Baviera, detém a propriedade do Castelo, mantendo uma ótima estrutura em torno da colina onde ele está localizado.

 

 

Ludwig II era o rei da Baviera e dos contos de fadas, acabou morrendo antes de habitar o Neuschwanstein. Declarado insano, foi destronado pela corte e ficou preso, sob observação, até ser encontrado morto, afogado junto com seu psiquiatra. As circunstância exatas das mortes permanecem sem explicações. Chegamos tarde e o Castelo já estava fechado.

 


Circulamos um pouco nas ruas em torno do complexo com amplos estacionamentos, serviços de transportes coletivo e turístico e alimentação.

 

 

Voltamos para o centro de Füssem, encontramos uma frutaria aberta, compramos frutas e refrigerante quente, ou melhor, na temperatura ambiente. Para gelar mais um pouco, deixamos ele na grama enquanto apreciávamos um pouco mais da cidade, de dentro do carro com o ar condicionado ligado.

 

 

Passeamos um pouco pelas ruas da pacata cidade aos pés dos castelos, depois seguimos viagem, retornando para o interior da Alemanha, para conhecer Munique, nossa próxima morada.

 

 

 

 

Acho que não entendemos muito bem de romantismo. A Rota Romântica não nos encantou muito. Talvez o cansaço dos nossos passeios, vendo tanta beleza, ofuscou um pouco a Romantische Strabe.