//7 – FIGUEIRA DA FOZ E AVEIRO – PORTUGAL

7 – FIGUEIRA DA FOZ E AVEIRO – PORTUGAL

Pegamos a estrada com a nossa carrinha, mala pronta, sol a pique e lá fomos nós para viver em outras paragens ainda em Portugal.

As rodovias de Portugal, pedagiadas, são de ótima qualidade. Além do asfalto excelente, existe todo uma infra-estrutura ao longo da estrada para oferecer conforto e segurança aos viajantes. As pedagiadas são protegidas por guard-rail, tapumes para diminuir ruídos, telefones a cada 2 ou 3 quilômetros, bom acostamento, sinalizador para alertar o motorista caso ele saia da pista e muito bem sinalizada.


A cada 30 ou 40 km existem pontos de parada com bombas de combustíveis, lanchonetes, restaurantes, banheiros limpos, parquinho para as crianças e uma área com mesas e bancos para aqueles que querem fazer um lanche feito em casa.


Chegamos no nosso destino. Figueira da Foz, que tantas vezes falamos que seria o lugar onde iríamos morar durante uns dois meses. Agora não vai ser possível ficar tanto tempo.

A cidade balneário é muito tranquila neste época do ano, primavera em Portugal, ainda frio nas regiões da orla, poucas pessoas na praia, ou melhor, nenhuma pessoa na praia. A Praia mesmo, na beira da água, fica muito distante da avenida beira mar e venta muito, por isso, parece um deserto visto da calçada. Existem passarelas de madeira para facilitar o acesso ao mar pela areia.

Cidade moderna e antiga ao mesmo tempo, possui uma belo calçadão a beira mar, ruas apertadas pelo centro, um belo cassino e uma rica marina. A cidade recebe turistas de várias partes da Europa.


Entre a calçada e o mar, na grande faixa de areia, uma estrutura completa para a prática de vários esportes.


Passeando a pé pela cidade, passamos por uma praça onde uma cantora regional fazia seu show para pouca platéia. Alguns dançavam e, eu e Ade também dançamos um pouquinho depois de observar os passos dos nativos.


Paramos para saborear sorvetes com frutas e panquecas, depois passamos por uma feira de Fumeiros da região. Fumeiros são os fabricantes de queijos e embutidos artesanais.

Em uma das barraquinhas, conhecemos o Carlos e sua esposa Irene, que fabricam de forma artesanal, uma bebida com a fermentação alcoólica do mel com água. Tem baixo teor de álcool,  muito deliciosa, refrescante, como um frisante, envelhecida em pipas de carvalho ao longo de 3 anos. 

O Hidromel é considerada a primeira bebida do mundo feita pelo homem, era apreciada pelos povos celtas, vikings, entre muitos outros. Os gregos chamavam de a bebida dos Deuses. Poucos ainda fabricam a bebida no mundo todo.


Conhecemos o Mercado Municipal de Figueira da Foz, bonito e limpo, mas com poucas opções. Compramos cerejas frescas e fomos comendo na carrinha rumo a Aveiro.


Passamos pela Vila de Mira e fomos conhecer a praia. Foi o tempo suficiente para dar uma rápida olhada, tirar duas fotos e voltarmos para a carrinha. Apesar do sol a pique, o vento é algo que impressiona de tão gelado.


Chegamos a Aveiro onde as Vilas se confundem e confundem o turista a procura de endereços. 

Procurando a Costa Nova, que sequer o GPS acertava, paramos para perguntar para um velho português, parado com sua bicicleta no meio do nada, olhando o infindo.  Comecei a falar e ele logo me disse: “Você não fala muito bem Português”.  Eu ri e falei a ele que era brasileiro e ele disse: “Ah, então somos irmãos” e  começou a me falar como chegar na Costa Nova. Dai percebi que ele tinha razão. Eu não falo muito bem português. Não entendi quase nada do que ele me falou com seu sotaque regional.

Finalmente encontramos a Costa Nova para conhecermos os “palheiros”. 

Contam os moradores que a tradição dos “palheiros”, que são as casas pintadas com listas de cores vivas e alegres, começou quando os pescadores voltavam do mar, cansados, paravam para beber e relaxar antes de irem para suas casas. Já bêbados, era comum erraram de casa e causarem pequenas confusões. Foi então que um pescador teve a idéia de pintar sua casa com listas de cores vivas para não mais errar sua morada. Outro pintou também e mais outro e hoje as dezenas de casas são atração turística na Vila. Agora, certamente os moradores não são mais os pescadores.


Com o vento gelando cada vez mais, fomos para a Praia da Barra, almoçar quatro horas da tarde. Ao ar livre, somente para tirarmos fotos da bela praia e do imponente farol da Barra, no centro da Vila. 

Dentro do restaurante e dentro da carrinha, o ar condicionado frio é importante para amenizar o calor. Muito frio fora, muito quente dentro. O vento de gelo faz a diferença.