//17 – AMSTERDAN – HOLANDA

17 – AMSTERDAN – HOLANDA

Arrumamos as malas e saímos sem despejo, rumo a Holanda, seguindo por estradas fantásticas, sem pedágios, com belos pontos de parada para abastecimento e lanches, para nossa nova morada em Amsterdam.
Seguir por estradas da Bélgica e da Holanda é fácil, basta ler as placas e prestar atenção nos cruzamentos de estradas. Falando sério, sem o GPS seria quase impossível.

Chegamos em Amsterdam e a nossa reserva de apartamento não foi confirmada, por culpa de um feriado prolongado na cidade. 

Procuramos por hotéis, todos lotados. Fomos a um camping para alugar uma cabana e também estava lotado. Um brasileiro que trabalha no camping tentou nos ajudar mas ele falava tão mole que achamos que ele, como tantos outros por aqui, estava sob o efeito da erva condenada, que por aqui é liberada. 

Rimos muito do fala mole e seguimos procurando novo local para ficarmos. Não achamos nada na cidade e seguimos para outros endereços que haviamos separado na região metropolitana de Amsterdam.

Fomos para uma cabana toda equipada, em um parque de veraneio, com restaurante, supermercado, piscinas fria e aquecida, lago e fica bem próximo do mar, numa das mais belas regiões que já passamos. 

Pela manhã fiquei na internet fazendo reservas antecipadas para as próximas paradas, enquanto Ade bordava em frente a cabana e Paula aproveitava, ainda dormindo, o sol que entrava pela janela.

Saímos para passear pelas cidades pequenas no interior do Reino da Holanda, passando por Leiden, Katwijk, Noordwijk, Bennebroek, Heemstede, Zandvoot, Haarlem e várias outras pequenas vilas. Os nomes eu copiei do mapa. Acho desnecessário enrolar a mente com nomes difíceis de pronunciar e quase impossível de decorar. 

Passamos por residências encantadoras e vimos paisagens de inspirar os melhores paisagistas. Em uma das casas nós paramos para observar o cortador de grama. É um pequeno robô que fica o tempo todo detectando grama alta e passa triturando, sem a dispensável mão-de-obra. Apesar de trabalhar muito perto do lago, seus sensores impedem que ele caia na água.

Só não sei se ele vai sozinho para a oficina quando dá defeito, mas a grama fica impecável.

 

Canais fluviais estão por toda parte e os barcos ficam ancorados praticamente no quintal das maravilhosas residências sem muros. Se é que existem pobres por aqui, eles moram em mansões. Não vimos uma casa com sinais de poucos recursos. Acho que a riqueza mora aqui e é acessível para a grande maioria.

Procurando campos de plantação de tulipas, maravilhosas quando floridas, encontramos somente os canteiros. As tulipas já foram colhidas nesta época do ano e não conseguimos apreciar nenhuma plantação florida.


Encontramos outras. Várias espécies são comuns nesta região, quase todas as fazendas se ocupam com o cultivo das mais belas flores que abastecem o mercado em quase todo o mundo.

As duas flores maiores da foto, são as que me abastecem de alegria, conforto e felicidades.

Uma placa na estrada nos lembrou de nosso filho Hugo, que junto com sua esposa Bruna e a princesa Sophia, estão neste momento como na foto, com a casa na cabeça. 

Acabaram de comprar seu primeiro apartamento e a alegria deles é contagiante, ansiosos para pegar as chaves e morar na tão sonhada casa própria. Que Deus continue abençoando a família, agora ainda mais felizes no novo lar.


Viajando pelas belas estradas, entramos em um parque onde haviam vários carros estacionados no pátio de um castelo e não vimos pessoas.


Caminhamos pelo belo jardim e descobrimos que havia uma festa privada, em um local reservado, com pessoas bem trajadas, talvez fosse um casamento.


Continuamos circulando e nos deparamos com várias esculturas no gramado e nas matas em volta do castelo. 


As obras pareciam macabras e, sem ninguém por perto, brincamos de medo e terror. Na verdade ficamos ansiosos para sair logo daquele local.


A cada vila que passávamos, uma paradinha para conhecer o centro e a catedral, normalmente uma das principais obras de arquitetura na cidade. 

As meninas aproveitam para uma foto e se divertem com as poses.  Elas se esforçam para não repetir uma pose. As vezes acontece mas elas sempre ficam observando outras mulheres para copiar novas poses. Elas são originais e eu me divirto por trás da câmera.


Pelas estradas secundárias, fomos até Amsterdam. Entramos em um supermercado para abastecer nossa casa e ficamos assustamos com os altos preços praticados, inclusive do estacionamento do mercado que cobrou dois Euros para cada vinte minutos.

Passeamos pela cidade fatiada por canais de água, com mil pontes, como dizem por aqui, até anoitecer. Caminhando pelos bares da agitada vida noturna da cidade liberal, paramos e dançamos um pouco a boa música alemã em um bar lotado e muito alegre.

Já no início da madrugada, voltamos para casa, Paula e Ade ainda prepararam um belo risoto de alho poró com salmão defumado, depois caímos no sono alentados pelo silêncio profundo na nossa morada.

Como estamos longe do aeroporto e teremos que pegar o vôo para Londres, decidimos deixar nosso chalé um dia antes. Antecipadamente, falamos com a recepção do hotel e, surpresa. A moça com toda a naturalidade dos holandeses, disse que não devolveriam o dinheiro de uma diária a menos. Se nós falamos no check-in que iríamos ficar cinco dias, e já estava pago, então teríamos que ficar cinco dias. 

Depois de muita conversa, desistimos. Reservamos um hotel próximo do aeroporto para facilitar nosso transfer e perdemos uma diária de 85 Euros no hotel que não devolve troco.

Fomos conhecer a praia, muito vento, areia fofa e águas geladas. Poucas pessoas brincavam ou tomavam sol. Acho que o vento por aqui é constante. A praia é cheia de casinhas, para proteger os banhistas em momento de ventos fortes e cada uma delas tem uma cadeira e um banquinho. Apesar de parecidas, as casinhas não são banheiros. Com frio, fomos logo embora da praia.

Falar da Holanda é lembrar também das bicicletas. Elas estão por toda parte. Novas e velhas, pequenas e grandes, baratas e caras, bonitas e feias, modernas e antigas, de passeio e de carga, aos montes e, sozinhas, quase nunca. Foi demorado fazer esta foto onde só aparece uma bicicleta.

As rodas fazem parte da vida dos holandeses desde a infância até a velhice. Os pais ensinam seus filhos ainda pequeno a andarem de bicicletas. Muitas das bicicletas transportam bebês e até a melhor idade que as vezes já não conseguem pedalar, se utilizam de rodinhas para se locomover. Vimos também muitas pessoas andando com patins e patinetes.

As ciclovias estão por todos os lados, quase todas as ruas são demarcadas com espaço exclusivo para bicicletas e, existem ciclovias ao lado das rodovias ligando uma cidade a outra. 

 

As motos pequenas são frequentes e podem trafegar nas pistas das bicicletas, pelas calçadas e nas ruas junto com os carros. O capacete não é obrigatório e a velocidade é alta. A todo momento ouvimos o som de ambulâncias pelas ruas, não sei se por acidentes no trânsito mas, passamos por um com o piloto sendo socorrido e muito sangue no asfalto.

Todos respeitam os condutores de rodinhas e eles se aproveitam e andam pela calçada, fora das ciclovias, atravessam sinais fechados, andam em grupos que atrapalha o transito e abusam da velocidade. O pedestre que se cuide. Eles atropelam mesmo. Eu digo que são imprudentes. Tanto os ciclistas quanto os motociclistas.

As bicicletas não poluem o ambiente e são mais saudáveis mas, em compensação, considerando Amisterdam,  poluem o visual. Elas estão por todas as partes, não se vê um poste, grade de ponte, placa de sinalização ou árvore que não tenham pelo menos uma bicicleta estacionada. 

Imagino que o estresse dos ciclistas é encontrar um local para estacionar, mesmo sem qualquer regulamentação, estacionar uma bicicleta no centro da cidade é muito difícil. 

Algumas são depenadas e outras ficam abandonadas, ou por que o dono não quer mais ou por que esqueceu onde estacionou. Todos cuidam por que o furto é comum.

Em Amsterdam andar de carro é fácil. O transito é calmo, um cuidado dobrado com os condutores de rodinhas mais abusados e tudo bem. Para estacionar é um caos. Além caros é muito difícil encontrar uma vaga nos estacionamentos, quase sempre lotados. Encontrar uma vaga na rua é quase impossível e cada hora custa 6 Euros.

Conseguimos uma vaga e fomos conhecer as obras do Vincent. Com um pincel nas mãos ele foi um mágico. Com pinceladas únicas ele conseguia dar o formato, o brilho, a sombra e colocar vida em cada uma de suas telas.

Vincent viveu em Amsterdam e em Paris e a cada época da sua vida produzia obras que se destacavam pela originalidade inimitável de suas pinceladas.

Vincent foi um dos primeiros selfies que surgiram. Ele próprio pintou seu rosto de várias maneiras. 


Vincent acabou louco. Conta a história que o Absinto, uma bebida feita com uma raiz alucinógena muito forte, agravou seu estado psicótico e ele acabou doente, preso em um hospital. 

Ele cortou sua própria orelha em momentos de crise mental e ainda desdenhou pintando mais um self com curativos na sua orelha cortada. Na loja de souvenir do museu vendem um chaveiro com a réplica de sua orelha. 


Sua fama surgiu após a sua morte e eu estou chamando ele de Vincent, pensando em homenagia-lo. Todas as suas obras foram assinadas como Vincent e o mundo o consagrou como Van Gogh. 

Vincent talvez fosse o nome que ele mais gostava.


Amsterdam é mesmo a cidade mais diferenciada de todas. Além da infinidade de bicicletas, na cidade é permitido usar maconha nos bares autorizados mas, vendem também a droga na feira livre e nas lojas de conveniências. É permitido a união do mesmo sexo, existem espaços somente para gays, tem museu do sexo, sexshop com vitrines desinibidas e as famosas vitrines de prostitutas. 

Hoje conhecemos a Rose, amiga da Paula que vai nos acompanhar nos próximos dias em nossa visita a Londres. Foi bem vinda a bela e divertida Rose.

Fechamos o hotel, que não devolve troco, e fomos para Den Haag, no Brasil conhecida por Haia, lembrada sempre pelo apelido dado a Rui Barbosa, “O Águia de Haia”, por ocasião de um discurso notável que ele fez na II Conferência da Paz, que aconteceu naquela cidade em 1.907. 

Fomos na casa de um casal de amigos que moram na cidade e conhecer a Violeta, a filha que chegou para encantar a vida do Andersson e da Janaina. 


A Violeta é um presente maravilhoso de Deus para duas pessoas encantadoras. Estar com eles foi agradável pela  boa conversa, alegria e inteligência que jorrou nas duas ou três horas que ficamos juntos.

Janaina preparou um belo almoço e depois ficamos no papo, vez ou outra se encantando e acarinhando a bela Violeta com olhos de pérola negra.


Com chuva, movimento intenso, mas ordenado, viajamos até Utrech, onde vive a Rose para combinar a viagem para Londres e definir a guarda da carrinha até voltarmos do Reino Unido.

Já instalados no hotel, ao lado do aeroporto de Amsterdã, pagando a segunda diária no mesmo dia por culpa do hotel que não devolve o troco, tomamos banho demorado, um lanche e descansamos para uma nova aventura na terra da Rainha.

Dia seguinte deu tempo de registrar nossa presença no Schiphol, famoso aeroporto de Amsterdam. Ade com uma simpática senhora holandesa vestida a caráter e eu na frente de um monumento a dizer que gostamos muito da cidade.


Em tempo. Antes de sairmos do país das flores, encontramos as tulipas que tanto procuramos pelos campos, pronta para o turista levar.


Fomos voando para conhecer o Reino Unido.