//4 – ÓBIDOS E ERICEIRA – PORTUGAL

4 – ÓBIDOS E ERICEIRA – PORTUGAL

Recebemos a visita de nossas três amigas para um café da tarde, com bolo caseiro de fubá e guloseimas da padaria, preparados pela Ade. Ficamos a tarde toda conversando e rimos muito com as histórias hilárias da infância e juventude, contadas pela Isa sempre confirmadas pelas irmãs. 


Caminhando pelas ruas de Lisboa, entramos para conhecer o edifício da Caixa com seu enorme pé direito e acabamentos de pura riqueza com pedras revestindo pisos e paredes, decoradas com obras de arte e vitrais que iluminam colorindo o seu interior.


Passamos pelo Campo Pequeno e passeamos pelo shopping, em baixo de uma enorme arena, onde acontecem shows musicais e touradas algumas vezes por ano.


É muito comum pelas ruas encontrarmos veículos pequenos, com capacidade para transportar duas pessoas. Existem vários modelos de quatro e de três rodas que, além de ocuparem pouco espaço no trânsito, estacionam de forma diferenciada dos veículos maiores.

Pegamos um trem e fomos nos encontrar com nossas amigas em Alverca para mais um passeio pelas memórias de Portugal nas cidades da região de Lisboa.

O trem chega sempre no horário marcado nos painéis,  rápido e confortável. Uma passagem para uma viagem de 20 km, fica em torno de 2 Euros e a todo instante um está partindo ou chegando.


Chegamos em mais uma das maravilhas de Portugal. A cidade de Óbidos, no centro oeste do País, abriga 12 mil habitantes e possui uma Vila, com 14,5 alqueires, toda amuralhada. Hoje vivem um pouco mais de 3 mil habitantes dentro da Vila amuralhada.

 


Óbidos, que não tem nada a ver com óbitos, deriva de um termo latino que significa <cidadela>, <cidade fortificada>. 

Fundada pelos Celtas no ano 308 a.C, foi depois conquistada pelos Romanos, depois pelos Visigododos, depois pelos Mouros e, somente no ano de 1.148, foi tomada pelos portugueses. Tida como uma pequena jóia da realeza de Portugal, a Vila era doada para a Rainha como prenda de casamento por cada novo Rei que assumia o trono.

A Vila enclausurada entre enormes blocos de pedras empilhadas, possui apenas uma entrada e foi estrategicamente construída no alto de uma montanha, de onde se tem uma ampla visão de toda a região.

 

Suas ruas estreitas estão tomadas por restaurantes, galerias de arte, livrarias e lojas de suvenires, com objetos de cortiça, prata, chumbo, madeira, ferro, tecido e principalmente azulejo decorado.

Várias garrafeiras, como os portugueses chamam os lugares onde se vendem bebidas alcoólicas, oferecem vinhos e a ginjinha, um licor feito com ginja, uma cereja selvagem abundante na região. A ginjinha é servida em um pequeno copo de chocolate que você toma e depois come o copo.


Dentro da Vila de Óbidos estão várias igrejas e cada uma delas possui símbolos da fé com belos altares e, bem na frente, um pelourinho, símbolo da agressão, da maldade e da opressão.

Dentre as 14 igrejas e capelas da Vila uma delas enclausurada na muralha, foi transformada em livraria. Onde antes existiam um altar e santos nos nichos da parede, hoje servem de prateleiras de livros a serem comercializados.

 


Andamos em volta de toda a Vila pelos caminhos da muralha,  observando do alto, detalhes das torres, casas e ruas floridas. 

Na arquitetura da muralha destacam-se as altas torres e as centenas de atalaias de onde o guerreiro ficava protegido e quase escondido, durante as muitas batalhas onde Óbidos foi o palco.

Voltamos por outros caminhos, sempre por excelentes estradas, avistando sobre  as montanhas, centenas de enormes pás eólicas girando para produção de energia elétrica. As pás são responsáveis por quase a metade da eletricidade consumida no País.


Paramos para conhecer a já modernizada Vila de Ericeira, que significa “terra dos ouriços”,  cuja história remonta de aproximadamente 1.000 a.C.


No século XIII, a  Vila foi importante porto de pescadores que abastecia Portugal. Os pescadores eram regidos por uma lei da Coroa, que os obrigavam a ceder a vigésima parte do que pescavam no mar, tal qual o “quinto” cobrado das riquezas extraídas na colonização do Brasil. 

Os brasileiro revoltados da época, chamavam o imposto de “o quinto dos infernos”, que depois se popularizou e até hoje passou a ser um chulo xingamento.

Suas praias cercadas por falésias é um dos principais palcos para os surfistas, reconhecida como a primeira reserva de surf da Europa e segunda em todo mundo. A Vila também é muito visitada por banhistas, com praias e hotéis de boa qualidade.


 


Sexta-feira Santa com um saboroso bacalhau com nata, frio em Lisboa, pouco passeio e no Sábado de Aleluia, ainda frio, passeio no El Corte Inglês.

Domingo de Páscoa com amigos agradáveis, junto com Neuli e Neuci, na casa de nossos amigos Isabel e Vitor. Saboreamos uma cabrito com batatas, cebolas e um creme delicioso, prato de Páscoa tradicional em Portugal. De sobremesa, banana flambada e amêndoas com chocolate, sempre acompanhado com queijos e vinhos da mais fina qualidade. 

Parafraseando, eu digo que para viajar e conhecer Portugal se paga com cartão de crédito, agora, ser recepcionado pela Isabel e sua família, não tem preço.


Fomos de trem até Cascais, 30 minutos de Lisboa, procurar uma empresa que mantive contato ainda no Brasil para conhecer, comprar ou alugar um motorhome, que por aqui é autocaravana. O negócio não se concretizou por culpa dos valores e da qualidade dos veículos que ele tinha disponível. 

Voltaremos com as pesquisas mas, ainda paira a dúvida sobre a compra ou aluguel de um motorhome, carro ou moto. A decisão está pendendo para o aluguel, experimentando vários estilos de transporte, sem ficarmos presos a veículos e poder usar os trens, especialmente, no Leste europeu. 

Viajar com um motorhome na Europa é um sonho que vamos realizar, mesmo que por poucos meses, talvez quando chegarmos na Itália, assim como de moto pela Alemanha.

Passeamos um pouco em torno da estação do trem em Cascais, que por aqui é comboio. 

Voltaremos a Cascais para apreciar um pouco mais desta bela Vila portuguesa. 

Apesar do pouco tempo que ficamos na Vila, deu tempo para apreciar a visão de uma bela e pequena praia no centro da Vila e até para a Ade fazer pose.



Fomos ao estádio onde acontecia o jogo entre uma equipe de Portugal e outra da Itália, antiga rivalidade no futebol europeu. Benfica e Juventus jogaram pela semi final da Liga Européia.


Torcedores comportados frequentam as lojas de conveniências do estádio, comprando tudo que lembram cores e emblemas do time, especialmente cachecóis, especialmente confeccionados para cada jogo.

Na frente do estádio uma homenagem ao principal jogador do time de todos os tempos, venerado pelos adeptos do “Glorioso Benfica”, como dizem os torcedores. 

A Ade emprestou um cachecol para pousar para esta foto em frente a redoma do imortalizado Eusébio.

Se no Brasil os torcedores procuram o nosso famoso churrasquinho, aqui a pedida é a castanha portuguesa assada.

Antes do jogo, os torcedores aguardam eufóricos a rápida passagem do ônibus dos jogadores, sob a supervisão dos policiais de plantão. A equipe do Benfica acabou de se tornar campeã no campeonato português, conquistando seu título de número 33 e todos querem ser fotografados em frente ao número. 

O estádio lotado, tomado de vermelho, comemorou a vitória do time da casa por 2 a 1, com o gol da vitória feito por um brasileiro.