Viemos por uma estrada alternativa linda, cheia de morros altos com formação diferente, bom asfalto até pegarmos novamente a BR 101 rumo a Guarapari.
Hotéis escolhido pela net não muito bons. Parado em frente a um hotel, veio um motociclista e corretor de imóveis na cidade dar-nos as boas vindas. Entregou um adesivo do seu Moto Club e nos deu duas ótimas opções de hotéis.
Escolhemos o hotel pousada, 125 reais a diária em apartamento térreo, amplo, novo, com varanda, rede, piscina, churrasqueiras, salão de jogos, bosque natural com macacos e pássaros exóticos.
A noite churrasquinho mais tarde pastel. Comprei uma pinga mineira e um copinho.
Caminhada pela orla 11 km, ida e volta. Praia limpa, bonita, dividida para passeio, caminhada e bicicleta. Tem banheiros organizados e chuveiros na praia. Muitos não estão funcionando por que tem um cofre onde se deposita moeda de um real por banho. Foram retiradas por vândalos ou ladrões.
Nos últimos 3 anos é que houve a melhoria da praia. Era feia e abandonada agora esta linda. A prefeitura passou com tratores arrancando todas as barracas e 90% das árvores. Depois de tudo limpo veio a reforma.
Vende-se pinga mineira na praia que nem água, literalmente, em recipiente igual, em galão de água.
O Fernando, 74 anos, é o dono da pousada. O Jonas cuida da piscina há 15 anos. As lixeiras e casinhas de pássaro são feitas com a madeira do pé de café.
O café da manhã é diversificado, supervisionado de perto todos os dias pelo Fernando, que também ajuda a cortar as frutas e fazer o suco. Na decoração muitas peças decorativas que o irmão diplomata trouxe da Rússia. São vasilhames para chá cheios de detalhes em cobre e tapetes persas decoram as paredes.
Guarapari está para os mineiros assim como Búzios está para os argentinos. A comida típica é a moqueca capixaba e o peixe destaque é o peruá. Varias lanchonetes também servem bacalhau.
Muito sol e piscina no hotel. Caminhada pela trilha que leva a Praia do Ermitão. Local de uma beleza ímpar com pedras, vegetação e um maravilhoso encontro das águas do mar com as pedras. No caminho conhecemos um casal de baianos de Itabuna que vieram de moto, 800 km com uma 150cc. Gostam de viajar e estão em casa de parentes. Simpáticos bons de papo caminhamos pela trilha e pelas pedras por duas horas.
Voltamos por uma rua de pouco movimento chegamos a uma praia de surfistas e uma barraca de praia de um mineiro com bom atendimento. Tomamos água de coco e comemos a castanha. A noite fomos jantar num belo restaurante e aceitamos o rodízio de pizzas. Tinha apenas 4 tipos de pizza e o garçom demorava muito para atender.
Fui lavar a moto e encontrei um carioca que trabalhava na Petrobras, fez um curso em Londres e como tinha um esporte preferido, trouxe uma idéia para o Brasil. Saiu do emprego, montou um empresa e hoje e terceirizado de 60 grandes empresas prestando serviços com alpinismo industrial. Disse que para montar andaimes para arrumar algo ou pintar o alto de uma estrutura ou torre sai pelo menos o dobro do valor que ele cobra e o tempo e bem menor. Treinos constantes, revisões nos equipamentos e salários mais altos garantem a permanência e a segurança dos empregados. Ele escolhe bons pedreiros, eletricistas, soldadores e os treinam com técnicas de rapel.
Almoço de feijoada, chuva e dormir a tarde. Noite de computadores.
Falamos com a Paula, Hugo, Bruna e Sophia. Fico imaginando o entendimento da Sophia com parentes virtuais. Ultimamente só fala com a tia Paula e com os avós pelo computador.
Passeio de escuna pelas praias da região. As praias não são tão belas e o navegar foi terrível. O mar estava grosso, com ondas enormes, muito balanço, enjôo, sem graça. Das 20 pessoas que estavam no barco ninguém estava feliz. Todos amoados a e vibração foi total quando a escuna retornou ao cais. Os sorrisos foram só para foto o resto ficamos amoados.
Anderson e Rosangela, paulistanos, noivos, agradáveis e bom papo. Ficaram encantados e pediram permissão para copiar nosso sonho. Nunca é proíbido copiar sonhos. Muitos gostariam de fazer uma viagem como a nossa RMB. Desejamos que consigam.
Jantar de peixe grelhado e caldo de feijão. Passeio de moto até a Praia Meaipe pela Rodovia do Sol a beira mar. Praia rústica, sem asfalto, sem calçadas e cheia de castanheira que da muita sombra e faz muita sujeira.
Visitamos as ruínas de uma igreja com paredes de um metro de espessura, como era costume de antigamente. Faziam igrejas para a prática da fé e para proteger os fieis em caso de rebeliões. Na cidade tem o poço dos Jesuítas mas deve ser tão pequeno que não conseguimos encontrar.
Jantar um alcatra duro, com farofa, vinagrete, arroz, batata e feijão tropeiro. Bem que me avisaram que por aqui não se tem tradição em carnes.
Guarapari é uma cidade a ser visitada. Está muito bem cuidada e o povo é hospitaleiro, alem é claro, das infindáveis belezas naturais.
Veja o filme de Guarapari.
Descanso no hotel e jantar Peruá, um peixe da região, de carne tenra parecida com frango, frito com camarão, mandioca, banana, farofa, vinagrete, arroz e uma pimenta bem forte. Bastante comida para dois a 66 reais.