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2 Terra Nacional da Cachaça


POMERODE

Nossos filhos e netos voltaram para Curitiba e ficamos novamente Ade e eu vivendo na Caca. Deixamos a fazenda no dia seguinte e partimos rumo a Pomerode, uma das cidades emblemáticas de Santa Catarina de costumes alemães e italianos. 

Paramos para o café colonial em uma das várias confeitarias, que servem doces e salgados tradicionais dos países de origem da maioria dos habitantes. As conservas e os embutidos são produtos muito procurados e, sempre que possível, procuramos comprar  direto dos produtores.

Dormimos em Blumenau e seguimos pelas montanhas subindo e descendo por uma bela estrada com formosas casas em quintais gigantes, quase todos com jardins bem cuidados e variadas lojas com produtos artesanais.  Cada local que paramos, sempre tem um aprendizado. Além do prazer de provar e admirar a arte e a comida, quase sempre tem uma boa conversa.

LUIZ ALVES

Chegamos em Luíz Alves, capital da cachaça em Santa Catarina. Cidade pequena conta com alguns alambiques que contribuem para tornar o nome da cidade conhecido e admirado em todo Brasil, especialmente pelos apreciadores da “marvada pinga”. 

Visitamos um dos alambiques mais tradicionais, que começou produzindo cachaça para consumo da região, há mais de quatro gerações na família do Devanir.

A história do Devanir, começou no casamento, quando herdou do sogra um alambique de tradição familiar. Ele passou uma vida produzindo cachaça e agora, já bem idoso, deixou o negócio para os filhos e netos continuarem a tradição.

Os filhos herdeiros se organizaram e modernizaram o processo de produção e das vendas. Atualmente o produto do Devanir, chega a vários cantos do planeta.

Sem perder as origens, hoje é o Gabriel, neto do Devanir, que assumiu a responsabilidade pela qualidade, inovação e produção da bebida.

Parte da herança deixada pelo Devanir, foi engarrafada recentemente. Ele deixou 100 barris de carvalho cheios de cachaça. Na evaporação e nos erros com o manejo nos últimos 35 anos, contaram com uma perda de 70%. Os filhos engarrafaram 29 barris e reservaram um para consumo da família.

Recentemente houve uma divisão no negócio entre os filho e o neto Gabriel lançou um novo nome: Casa Forte.  Segundo ele, Casa Forte remete a um lugar seguro, onde guardam as riquezas do produto e os valores tradicionais na produção e no armazenamento da “marvada pinga”.

O Gabriel nos deu aula de como produzir uma cachaça, a partir do melaço da cana, nos mostrou todo processo e contou a história da família.

Conta a lenda que a bebida surgiu no Brasil por acaso quando os escravos extraiam o açúcar a partir da cana. No processo de evaporação gotas do álcool se concentra no telhado e começa a pingar. Dai o nome popular “pinga”. Também quando pingava sobre um machucado no corpo do trabalhador fazia arder por conta do álcool. Dai o nome de “aguardente”. Mas o nome mais comercial e mais rentável da bebida é mesmo a “cachaça”.

Estas são as marcas que da evaporação que fica no telhado, de onde pinga a água que arde.

O processo mais usado na produção de Luiz Alves é a partir do melaço da cana. Eles fermentam o caldo até atingir um teor mais sólido, chamado de brix que, quando aquecido, evapora e entra no processo de destilação, produzindo a cachaça. A bebida pode ser consumida dias depois, mas as melhores são aquelas que descansam por meses ou anos em barris de madeiras nobres.

Alguns especialistas comparam a cachaça de Luiz Alves com o rum, que é produzido na região caribenha, na América Central. A diferença é que o rum é destilado a partir do cozimento do melaço. Pelo que entendi, a nossa cachada é produzida a partir do caldo ou do melaço da cana e o rum, a partir do cozimento do melaço. Acho que são bebidas parentes próximos, primas talvez.

Os alambiques de Luiz Alves competem por igual com os alambiques de Minas Gerais. Provando os dois como já o fizemos, diria que tanto a cachaça mineira quanto a catarinense, são ótimas e promovem o prazer e a alegria ao serem degustadas. 

 

BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Ainda continuando pelo meio das montanhas, paramos na cidade de Brusque com tradição no comércio de roupas. Muitas fábricas e lojas atendem consumidores que compram para o consumo próprio ou para revenda. Muitas vans e ônibus circulam pela cidade, lotados com ávidos sacoleiros revendedores de vestimentas. 

Já anoitecendo, mesmo considerando o convite para pernoitarmos no pátio de uns dos shopping de roupas, decidimos seguir para Balneário Camboriú. 

Por nossa sorte e pelo já antigo relacionamento, um dos estacionamentos rotativos no centro da cidade, permitiu a nossa pernoite por alguns dias. Quando chegamos fomos recebidos pelo proprietário que já nos conhecia e nos cedeu um ótimo local com acesso à energia elétrica e a água, tudo que precisamos. Dormimos tranquilamente em plena Avenida Brasil, centro da cidade, a 50 metros da praia central.

Já anoitecendo saímos para um passeio e observamos quão queridinha é Balneário de Camboriu. O ano todo e principalmente no varão, tem gente por todo lado e o comércio oferece as opções que o turista gosta.  

A praia de balneário ficou maravilhosa com o projeto de alargamento das areias. O balneário já é conhecido como a pequena Dubai brasileira e agora com o inteligente projeto de reurbanização da orla, não precisa ser comparada com qualquer outro lugar.  A cidade tem vida e características próprias que encanta a todos.

No projeto está previsto o alargamento da faixa de areia, já executado, e a futura remodelação da orla que vai formar o maior parque horizontal das Américas.

A praia foi alargada com areias transportadas de bem longe no mar. O objetivo era alargar a faixa de areia e garantir mais sol para os banhistas. Mas, mesmo com o alargamento, devido à altura exorbitante dos prédios, a sombra ainda marca sua presença a partir das 4 horas da tarde, horário que eu tirei fotos.

Aqui é um canto que todo jovem deseja vir. Quem não veio quer vir para conviver com a agitada vida diurna nas praias e as badaladas festas noturnas.  

Balneário Camboriú já é considerada uma das praias mais frequentadas da América do Sul e daqui pra frente, com o parque horizontal , vai faltar espaço pra tanta gente, apesar dos preços dos imóveis e da grande quantidade de torres na vertical. 

Quem puder e desejar morar no Balneário Camboriú, conta com imóveis de variados preços para comprar ou alugar. Tem lançamentos sem entrada e “suaves” prestações.

É só chegar, comprar, alugar ou se hospedar que a estadia agradável é garantida.

Balneário Camboriú é onde já estivemos antes, passamos agora e vamos voltar no futuro.

 

1 comentário sobre “2 Terra Nacional da Cachaça”

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